Fui ao cinema e vi cinema que me encheu de cor, de fantasia, de bom gosto, de beleza. Que importa a inverosimilhança da história, a sua possível incongruência ou linearidade?
É bom, puro, fantasioso e tem Brad Pitt, um verdadeiro deus, depositário inexcedível do nosso imaginário ... pelo menos do meu! É CINEMA!
Monday, January 19, 2009
Sunday, January 18, 2009
identidade
" A europa só começa a ter história quando começa a relacionar-se com outros" (por referência à época dos descobrimentos e ao papel que Portugal teve no fundamento da identidade europeia)- reflexão de Eduardo Lourenço na conferência que em Serralves deu em conjunto com José Gil, moderada por Maria João Seixas.
Fez-me reflectir sobre a nossa identidade individual e sobre o papel dos outros na definição da nossa própria identidade - sem falsa modéstia e sem preconceitos.
Fez-me reflectir sobre a nossa identidade individual e sobre o papel dos outros na definição da nossa própria identidade - sem falsa modéstia e sem preconceitos.
Flash mobs
Ficam a saber que eu e a Maria estamos numa de armar uma coisas destas há algum tempo. Will you join us?
Saturday, January 17, 2009
Miguel Bombarda
Às cinco da tarde rumamos a Miguel Bombarda. Gostei de ver novos, mais velhos, crianças, professores, amigos, mestres, ... pessoas. Gostei de ver pessoas ao sábado à tarde, no Porto velho, a morrer de doença e de abandono. Sempre será verdade que alguma coisa se passa? Que é possível ressuscitar a nossa cidade a partir de dentro... criando pequenos focos conta-minadores de vida? É apenas nessa mudança que acredito. Aquela que se faz com as pessoas de cá e para as pessoas de cá. Não quero com isto dizer que alimento qualquer réstia de xenofobia. Apenas não acredito em projectos ovniológicos que aparecem a e desaparecem como apareceram - num instante sem deixar rasto! exteriores. Gostei da minha cidade e gostei de ver gente da minha cidade a vivê-la.
Friday, January 16, 2009
Murray Peraya
Na minha ignorância atrevo-me a dizer que foi dos pianistas que mais gostei de ver tocar. Pela sensibilidade, pela sobriedade, pela entrega... Tudo decorreu na maior descrição porque ele toca como respira: suavemente mas também com imenso vigor. Colorido, de diferentes matizes, com diferentes intensidades. Muda de ritmo na continuidade, passa do piano ao forte sem rupturas,encanta-nos tão só.
Quanto ao reportório não poderia ser mais consensual: Bach, Mozart, Beethoven, Brahms. Bach para elevar, Mozart para encantar, Beethoven para deslumbrar, Brahms para apaixonar.
A Casa cheia. É bom ver, mas melhor também estar.
Quanto ao reportório não poderia ser mais consensual: Bach, Mozart, Beethoven, Brahms. Bach para elevar, Mozart para encantar, Beethoven para deslumbrar, Brahms para apaixonar.
A Casa cheia. É bom ver, mas melhor também estar.
Sunday, January 11, 2009
Concerto de ano novo
Este foi o nosso concerto de ano novo e o início da temporada de 2009 na Casa da Música: ONP, sexta feira às 21 horas: aquele dia frio e de neve que todos recordaremos pela vida fora.
É interessante perceber como, de todo o programa, o que menos me(nos) cativou tivesse sido a sinfonia do Novo Mundo. Ela, que noutros tempos foi referência para continuar a percorrer os caminhos da música erudita. Bonita, idílica, harmoniosa ... agora diremos, em demasia, para quem encontra na música contemporânea o grande motivo de descoberta. Por isso György Ligeti foi quem mais prendeu a nossa atenção no concerto de sexta-feira.
Não deixa contudo de ser interessante a mistura de tempos e concepções num único concerto levando, à traição, alguns a treinarem os seus ouvidos para outras sonoridades. A Casa estava cheia e continua luminosa como sempre.
É interessante perceber como, de todo o programa, o que menos me(nos) cativou tivesse sido a sinfonia do Novo Mundo. Ela, que noutros tempos foi referência para continuar a percorrer os caminhos da música erudita. Bonita, idílica, harmoniosa ... agora diremos, em demasia, para quem encontra na música contemporânea o grande motivo de descoberta. Por isso György Ligeti foi quem mais prendeu a nossa atenção no concerto de sexta-feira.
Não deixa contudo de ser interessante a mistura de tempos e concepções num único concerto levando, à traição, alguns a treinarem os seus ouvidos para outras sonoridades. A Casa estava cheia e continua luminosa como sempre.
Saturday, January 10, 2009
bom português
Se há coisa que me irrita e me entristece é ouvir as pessoas falarem mal português. Vou à piscina de manhã cedo e ouço as conversas das mulheres no balneário. Quase todas de meia idade para cima. As mais velhas, mesmo que sem graus de instrução para além do básico, falam relativamente bem, conjugam os verbos com correcção, empregam até algumas palavras mais eruditas. As mais novas é um desastre, desde deiam, hajam, darle, boto, eles nado, até aos mais sabidos palavrões, tudo se conjuga numa verborreia insuportável.
Hoje de manhã fui à mercearia do bairro por extrema necessidade, já que detesto lá ir, tal é o desarranjo e a porcaria. Entro e toca uma campainha de alerta. Percorro a loja e olho para o armário frigorífico que indica lacticínios, já que não há outro em que possa encontrar margarina, está vazio. Vejo uma senhora atrás do balcão do talho e pergunto: "Não tem margarina?" "Está aqui." responde e aponta para a vitrina onde está a carne, as tripas enfarinhadas, o sangue de porco e a um canto uns pacotes de manteiga. Digo "Mas isso é manteiga." "Pois é, responde". Decidida a trazer meio quarto de manteiga pergunto quanto é e ela responde "Quarenta cinco." Assustada "Pergunto quarenta e cinco, quê?" "Um e quarenta e cinco". Depois diz que está muito frio "...mas hoje não tenho porque estou cheia de roupa, dois pares de meias calças por baixo das calças e muitas camisolas e casacos". Realmente era verdade: aquela mulher já de si façanhuda hoje estava toda enchouriçada. Despediu-se com um "não tenho troco pra darle " e eu saí para o ar frio da manhã com um certo alívio, confesso.
Hoje de manhã fui à mercearia do bairro por extrema necessidade, já que detesto lá ir, tal é o desarranjo e a porcaria. Entro e toca uma campainha de alerta. Percorro a loja e olho para o armário frigorífico que indica lacticínios, já que não há outro em que possa encontrar margarina, está vazio. Vejo uma senhora atrás do balcão do talho e pergunto: "Não tem margarina?" "Está aqui." responde e aponta para a vitrina onde está a carne, as tripas enfarinhadas, o sangue de porco e a um canto uns pacotes de manteiga. Digo "Mas isso é manteiga." "Pois é, responde". Decidida a trazer meio quarto de manteiga pergunto quanto é e ela responde "Quarenta cinco." Assustada "Pergunto quarenta e cinco, quê?" "Um e quarenta e cinco". Depois diz que está muito frio "...mas hoje não tenho porque estou cheia de roupa, dois pares de meias calças por baixo das calças e muitas camisolas e casacos". Realmente era verdade: aquela mulher já de si façanhuda hoje estava toda enchouriçada. Despediu-se com um "não tenho troco pra darle " e eu saí para o ar frio da manhã com um certo alívio, confesso.
Friday, January 09, 2009
Neve
Quando neva aqui as pessoas arrancam-se umas às outras da cama para comentarem os flocos. Recebi mensagens e telefonemas dos que gosto, dos que me gostam. Afinal não nevava há vinte e dois anos. A neve traz uma esperança estranha, há quem vista mais casacos e camisolas (sorrisos para ti!), a Polka dorme quente na casota e depois vai chatear a Bonita. A neve parou agora mas, há umas horas, fui comprar pão com ela a cair no casaco.
Thursday, January 08, 2009
murmúrios do mar
murmúrios do mar
Paga-me um café e conto-te a minha vida
O inverno avançava
nessa tarde em que te ouvi
assaltado por dores
o céu quebrava-se aos disparos
de uma criança muito assustada
que corria
o vento batia-lhe no rosto com violência
a infância inteira
disso me lembro
Outra noite cortaste o sono da casa
com frio e medo
apagavas cigarros nas palmas das mãos
e os que te viam choravam
mas tu não, tu nunca choraste
por amores que se perdem
Os naufrágios são belos
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas?
e temos saudade desse mar
que derruba primeiro no nosso corpo
tudo o que seremos depois
“Pago-te um café se me contares
o teu amor”
José Tolentino de Mendonça
Paga-me um café e conto-te a minha vida
O inverno avançava
nessa tarde em que te ouvi
assaltado por dores
o céu quebrava-se aos disparos
de uma criança muito assustada
que corria
o vento batia-lhe no rosto com violência
a infância inteira
disso me lembro
Outra noite cortaste o sono da casa
com frio e medo
apagavas cigarros nas palmas das mãos
e os que te viam choravam
mas tu não, tu nunca choraste
por amores que se perdem
Os naufrágios são belos
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas?
e temos saudade desse mar
que derruba primeiro no nosso corpo
tudo o que seremos depois
“Pago-te um café se me contares
o teu amor”
José Tolentino de Mendonça
Sunday, January 04, 2009
Juan Muñoz
Guardei-me para o fim e fui ouvindo: alguns gostaram muito outros não gostaram nada. Mas não será sempre assim a reacção possível perante uma arte inteira?
Foi assim que eu vivi a exposição de Juan Muñoz – a gostar muito. Tudo certo, tudo no sítio, cuidadosamente concebido e executado para fazer explodir sensações. Caberá também aqui uma palavra para a excelente montagem da exposição, sabiamente disposta no espaço do Museu que nos surpreende sempre, excedendo-se a ele mesmo.
Sobre a figura humana, extremamente humana, repetida muitas vezes, sempre igual e sempre diferente: não é o pormenor que interessa mas a expressão, a pele, o pano, as rugas expressivas, as mãos torcidas e imperfeitas, a ausência de pés. O homem e a sua sombra, a sombra mais poderosa do que o homem, a sombra do homem no contexto, feita texto. O homem sem escala na paisagem urbana, feita com um padrão de chão aflitivo. O minucioso elevador, cheio de movimento, luz e cor, perfeitamente rigoroso. As varandas e os corrimãos, o hotel. Conceptual e preciso, parco e intenso, como os dois minúsculos homens sentados em não diálogo. Percorrer o Museu de Arte Contemporânea de Serralves para conviver com o mundo de Juan Muñoz é entender melhor o nosso mundo para nele, dentro dele, encontrar pedaços de paz.
Cada vez gosto mais de escultura!
Sobre Christopher Wool, depois de Juan Muñoz, uma história que não sei contar.
Foi assim que eu vivi a exposição de Juan Muñoz – a gostar muito. Tudo certo, tudo no sítio, cuidadosamente concebido e executado para fazer explodir sensações. Caberá também aqui uma palavra para a excelente montagem da exposição, sabiamente disposta no espaço do Museu que nos surpreende sempre, excedendo-se a ele mesmo.
Sobre a figura humana, extremamente humana, repetida muitas vezes, sempre igual e sempre diferente: não é o pormenor que interessa mas a expressão, a pele, o pano, as rugas expressivas, as mãos torcidas e imperfeitas, a ausência de pés. O homem e a sua sombra, a sombra mais poderosa do que o homem, a sombra do homem no contexto, feita texto. O homem sem escala na paisagem urbana, feita com um padrão de chão aflitivo. O minucioso elevador, cheio de movimento, luz e cor, perfeitamente rigoroso. As varandas e os corrimãos, o hotel. Conceptual e preciso, parco e intenso, como os dois minúsculos homens sentados em não diálogo. Percorrer o Museu de Arte Contemporânea de Serralves para conviver com o mundo de Juan Muñoz é entender melhor o nosso mundo para nele, dentro dele, encontrar pedaços de paz.
Cada vez gosto mais de escultura!
Sobre Christopher Wool, depois de Juan Muñoz, uma história que não sei contar.
Wednesday, December 31, 2008
Fim de ano
O final de ano é apenas uma convenção: a partir da qual contamos o tempo. O tempo universal, porque o nosso é contado de outro modo, a partir do final de cada ano de vida, ou das primaveras que já vivemos. Por isso não acho graça a este festejo mas não deixo de aproveitar para fechar as contas, fazer o balanço, arrumar gavetas, deitar papéis fora. Assim foi e está a ser também este ano de 2008.
Ouvir a Tabacaria nesta magnífica interpretação é também um balanço: porque eu ao contrário da Joana, identifico-me bastante com Álvaro de Campos: ponho os olhos lá fora e apesar de entender a lógica do mundo sinto-me completamente desfasada " ... tudo é sonho, como coisa real por dentro."
Ouvir a Tabacaria nesta magnífica interpretação é também um balanço: porque eu ao contrário da Joana, identifico-me bastante com Álvaro de Campos: ponho os olhos lá fora e apesar de entender a lógica do mundo sinto-me completamente desfasada " ... tudo é sonho, como coisa real por dentro."
Monday, December 29, 2008
Tabacaria, Álvaro de Campos
Eu não sou fã de Álvaro de Campos, não sou. Mas o Álvaro de Campos mais do fim até... até me enternece, até me toca, até me encaixa. Esta versão de Tabacaria é da Maria do Céu Guerra e é bonita. Chegou pelos filhos e pelos amigos até mim. Fico feliz por tê-la aqui.
Friday, December 26, 2008
Família
Já aqui abordei o tema: família.
Sem nos darmos conta o conceito de família tradicional, pai, mãe e filhos é substituído por outros: famílias mono-parentais, famílias de casais homosexuais, famílias constituídas por irmãos, famílias às quais às vezes se juntam pessoas que sem terem laços de sangue são como se tal fossem ( crianças adoptadas, empregadas que vivem toda a vida nas casas onde prestam serviços,…).
Tudo isto me faz reflectir sobre o que é mais importante na constituição de uma família: os laços de sangue ou os laços afectivos? Uma família é o que é e não a conformidade com um modelo ou um esquema. E as famílias de opção, constituídas por aqueles que nós escolhemos para connosco partilharem tudo na vida, sem papel passado, sem filiação expressa em BI, sem qualquer benefício fiscal, são as mais vivas e as mais reconfortantes, porque assentes na dádiva. Com o pai dos meus filhos estou por opção, enquanto quiser e isso me satisfizer. Aos meus pais e aos meus filhos estarei sempre e visceralmente ligada – e por isso afectiva e efectivamente serei pertença e pertencente.O pai dos meus filhos será sempre uma circunstância na minha vida, os meus pais e os meus filhos uma evidência permanente e inegável. Mas se na minha vida, o pai dos meus filhos é circunstância, na vida deles é evidência e desta forma estará sempre ligado colateralmente a mim!
Dádiva, conceito tão alheio às contemporâneas sociedades: aqui onde tudo tem que ter retorno ou benefício. Agir sem esperar o resultado de agir. Agir como se o momento do acto fosse a única coisa que interessa: porque o que interessa é a coincidência de corpo e mente no presente agindo.
( Há tantas maneiras de expressar isto: Fernando Pessoa, Sophia a par dos gurus orientais que se nos revelam em cada esquina…)
Sem nos darmos conta o conceito de família tradicional, pai, mãe e filhos é substituído por outros: famílias mono-parentais, famílias de casais homosexuais, famílias constituídas por irmãos, famílias às quais às vezes se juntam pessoas que sem terem laços de sangue são como se tal fossem ( crianças adoptadas, empregadas que vivem toda a vida nas casas onde prestam serviços,…).
Tudo isto me faz reflectir sobre o que é mais importante na constituição de uma família: os laços de sangue ou os laços afectivos? Uma família é o que é e não a conformidade com um modelo ou um esquema. E as famílias de opção, constituídas por aqueles que nós escolhemos para connosco partilharem tudo na vida, sem papel passado, sem filiação expressa em BI, sem qualquer benefício fiscal, são as mais vivas e as mais reconfortantes, porque assentes na dádiva. Com o pai dos meus filhos estou por opção, enquanto quiser e isso me satisfizer. Aos meus pais e aos meus filhos estarei sempre e visceralmente ligada – e por isso afectiva e efectivamente serei pertença e pertencente.O pai dos meus filhos será sempre uma circunstância na minha vida, os meus pais e os meus filhos uma evidência permanente e inegável. Mas se na minha vida, o pai dos meus filhos é circunstância, na vida deles é evidência e desta forma estará sempre ligado colateralmente a mim!
Dádiva, conceito tão alheio às contemporâneas sociedades: aqui onde tudo tem que ter retorno ou benefício. Agir sem esperar o resultado de agir. Agir como se o momento do acto fosse a única coisa que interessa: porque o que interessa é a coincidência de corpo e mente no presente agindo.
( Há tantas maneiras de expressar isto: Fernando Pessoa, Sophia a par dos gurus orientais que se nos revelam em cada esquina…)
O presépio mais bonito

O presépio em casa dos meus avós é o mais bonito. Senta-se sempre na prateleira ao lado dos livros e foi-se transformando ao longo dos tempo. Melhor, foi-se afinando. Lembro-me de se escurecerem as nuvens e de se furar a ursa maior e menor, de se dourarem pequenos pedaços da cidade e de se escolherem luzes para que tudo brilhasse. As figuras também são as mais bonitas. Um bonito Jesus e uma bonita Maria e um bonito José, mais umas ovelhinhas. Adoro-o.
Wednesday, December 24, 2008
Feliz feliz feliz natal

Feliz feliz Natal aos meus e aos da Maria e aos de ambas e a todos os que por aqui passam e aos dos que por aqui passam. Aos que estão longe, aos vizinhos, aos gordos e aos magros, e aos altos, claro, aos baixos, aos de estatura média, aos aborrecidos, aos demasiado interessantes, aos que gostam de ler e aos que gostam de ver televisão. Aos bichinhos e aos bichinhos cá de casa (beijinho no Samurai), às plantinhas e às árvores. Feliz Natal, feliz feliz Natal.
Tuesday, December 23, 2008
flickr addicted (no.2)

1. the actual taj mahal that does look like a painting!, 2. sleepy, 3. Untitled, 4. Untitled, 5. Vietnam, 6. Vietnam, 7. Vietnam, 8. Vietnam, 9. Vietnam, 10. happy solstice..., 11. Untitled, 12. Untitled, 13. автопортрет 258й день, 14. cyprus souvenirs, 15. Getting smaller and darker, 16. Untitled, 17. hand in hand, 18. i need some sleep, 19. take me somewhere nice, 20. 4 is not enough degrees., 21. sophie., 22. Untitled, 23. Untitled, 24. Sevilha, 25. caramulo com neve fora do seu horário de expediente, 26. Green, 27. Untitled, 28. reykjavik is love, 29. 183, 30. w-pt.10, 31. Untitled, 32. 5/5, 33. sono, 34. Tortuous tracks, 35. Untitled, 36. Untitled
Sunday, December 21, 2008
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