Clint Eastwood é dos melhores contadores de histórias que conheço. A imagem, a música, a articulação e sequência de planos, estão lá, tão só para contar uma história... e a história é tão mais convincente quanto melhores e mais despercebidas estiverem as componentes.
Neste caso para mim não foi assim. A hsitória não me interessa. Talvez faça parte daqueles que, como no filme, escondem "estas verdades", ou pelo menos acham um desperdício de tempo preocuparem-se com o que vai ser... o (meu) "futuro/herelife".
Depois achei aqueles três relatos descosidos, cada um para seu lado, cheios de coincidências improváveis que terminam num fim patético.
Tive saudades do GranTorino.
Sunday, January 30, 2011
Tuesday, January 25, 2011
Monday, January 24, 2011
A Europa pobre, a Alemanha e o Jovens
Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e outros abriram mão de várias coisas para entrar na Europa: a agricultura, a pesca e bastante indústria. Ficámos países de serviços, mão de obra e turismo. Quando a crise estoura somos os primeiros a sofrer por falta de fonte de rendimento, enquanto países pequenos o pouco que produzíamos e desapareceu era o muito que nos sustentava e, afinal, o sector primário era a ajudinha que nos faltava e nos aguentava em pé. Não sei se sabem mas a Alemanha quer contratar jovens portugueses e espanhóis, tendo até uma campanha europeia preparada. Tudo muito lindo, se isto não quisesse dizer que para além de nos tirarem a fonte de rendimento "back then", também desejam, agora, esvaziar-nos o país e levar-nos a mão de obra qualificada. O pior é que: a) os alemães vão tratar-vos como burros, desenganem-se; b) o país não nos trata como deve e nós temos realmente vontade de partir. Se nos derem ordenados decentes e que sabem que, no fundo no fundo, podem pagar, a gente gera riqueza e ninguém quer ir gerar riqueza para os alemães. O que a Alemanha está a fazer, tem de ficar aqui dito, é feio e a Merkel é uma ****, está a armar barraco em toda a Europa e estão a dar uma de riquinhos que desprezam toda a gente, ainda para mais já não fazem férias nos países que depenaram. Mas que fique também aqui dito que se Portugal não trata bem os jovens eles preferem mudar para um país de filhos da mãe.
Saturday, January 22, 2011
José e Pilar
As mulheres preparam o jantar antes de sair de casa. As mulheres decidem deitar fora outros programas para ir ver José e Pilar. As mulheres regressam a casa muito bem. Muito apaziguadas. Esquecidas, mas não inconscientes, dos males do país e do mundo. Triunfa o amor, o trabalho, a convicção, o sentimento, a razão. As mulheres acabam o excelente jantar que iniciaram antes. Jantam com um sorriso nos lábios e um sopro de luz no coração. Está vento em Lanzarote e está vento lá fora... e uma grande lua laranja a minguar. Obrigadas, as duas mulheres agradecem a José e Pilar e..
Friday, January 21, 2011
aviso: eu não sou fã de anti campanha. sou fã de estudar os candidatos e apoiar um, se concordar com ele. mas, em tempo extremos, medidas extremas e, neste caso, para mim, o mais importante das presidenciais este domingo, é tirar de lá aquele conservador, por achar o meu país já não merecer um presidente à la pré abril. por isso, a campanha anti cavaco. à esquerda têm 4 candidatos que me parecem mais humanos que ele. não quero, nem quis tomar a decisão por vós. só vos peço que domingo se dirijam às urnas e, caso se sintam preparados, votem num candidato. precisamos de esperança.
Wednesday, January 19, 2011
Tuesday, January 18, 2011
Monday, December 06, 2010
András Schiff
András Schiff. Variações Goldberg. Um mundo se abriu e continua aberto. Agradeço o privilégio que se me ofereceu...
Sunday, November 28, 2010
Casa da Música - Orquestra Gulbenkian
Ontem, contrariando o cansaço, decidimos ir à Casa da Música ver e ouvir a Orquestra Gulbenkian interpretar Lindeberg, Alban Berg e Bruckner.
Estávamos apreensivas quanto a Bruckner. A surpresa quando os 55 minutos da sinfonia de Bruckner passaram num ápice. A maestrina Simone Young, ao segundo andamento deixou a batuta e dançou com a orquestra interpretando e dirigindo. Uns braços e umas mãos soberbas, permitiram-se os gestos impossíveis num homem. Cordas, cordas, madeiras, madeiras, um som cheio, pesado, épico, monolítico, como toda a sinfonia.
Maria José Falcão - admirava-lhe a voz (em entrevistas na rádio) mas desconhecia a figura. Ficámos impressionadas com a presença e a delicadeza com que se abraçava ao violoncelo. É mesmo verdade que, em casos de eleição, instrumento e músico são um todo indecifrável e indiferenciável.
Uma palavra ainda para Christian Tetzlaff possuído por Alban Berg.
Estávamos apreensivas quanto a Bruckner. A surpresa quando os 55 minutos da sinfonia de Bruckner passaram num ápice. A maestrina Simone Young, ao segundo andamento deixou a batuta e dançou com a orquestra interpretando e dirigindo. Uns braços e umas mãos soberbas, permitiram-se os gestos impossíveis num homem. Cordas, cordas, madeiras, madeiras, um som cheio, pesado, épico, monolítico, como toda a sinfonia.
Maria José Falcão - admirava-lhe a voz (em entrevistas na rádio) mas desconhecia a figura. Ficámos impressionadas com a presença e a delicadeza com que se abraçava ao violoncelo. É mesmo verdade que, em casos de eleição, instrumento e músico são um todo indecifrável e indiferenciável.
Uma palavra ainda para Christian Tetzlaff possuído por Alban Berg.
Monday, November 22, 2010
Thursday, September 30, 2010
Ruínas de Manuel Mozos
Ontem tive, finalmente, a oportunidade de ver o documentário ruínas. Perdi, nas ruínas do tempo, os comentários que li na altura da sua exibição no circuito comercial. Vi-o em condições especiais. Não as melhores, sob pondo de vista do objecto artístico, mas cenicamente envolventes: um ambiente de pré-ruína ou de obsolescência física. No dizer do perito comentador, ao contrário dos humanos, nos edifícios, a obsolescência social precede a física. Assim foi, uma fábrica que deixou de laborar em 1990 é agora uma ameaça, mostra as entranhas em decadência. A fábrica foi o lugar da exibição.
À noite explicava o filme aos meus filhos. Comunicar a experiência faz parte do seu conhecimento (comentava hoje com uma amiga ao almoço- interessante!) O filme apresenta no presente imóveis abandonados em planos fixos - vários planos para cada situação. O texto que o acompanha relata episódios passados no que foi o presente (aqui entendido como a época viva desses edifícios). Relatos do passado que nos transportam para um passado-presente quando visualizamos o presente-passado dos edifícios.
Inesquecível. Vou vê-lo novamente para confirmar mas não o verei no mesmo cenário.
Os panos negros que cobriam as janelas, a abanar ao vento, fizeram-me recordar as primeiras cenas de "O leopardo".
À noite explicava o filme aos meus filhos. Comunicar a experiência faz parte do seu conhecimento (comentava hoje com uma amiga ao almoço- interessante!) O filme apresenta no presente imóveis abandonados em planos fixos - vários planos para cada situação. O texto que o acompanha relata episódios passados no que foi o presente (aqui entendido como a época viva desses edifícios). Relatos do passado que nos transportam para um passado-presente quando visualizamos o presente-passado dos edifícios.
Inesquecível. Vou vê-lo novamente para confirmar mas não o verei no mesmo cenário.
Os panos negros que cobriam as janelas, a abanar ao vento, fizeram-me recordar as primeiras cenas de "O leopardo".
Friday, September 17, 2010
El olvido que seremos
Ouvi há pouco, no noticiário das 17 horas da antena 2, que Hector Abad Faciolince, tinha ganho um prémio ( de que não recordo o nome) que lhe foi entregue hoje, por António Costa, em Lisboa. Por pura coincidência referi-o ontem aqui. Faço parte dos seus admiradores incondicionais: pela qualidade da escrita, pela seriedade da descrição, pela coragem do testemunho, pela profunda humanidade.
Li-o na língua original, oferecido por amigos colombianos, mas tenho emprestada a edição portuguesa, pelas mãos de um amigo português. Independentemente de tudo, será com certeza, um dos livros da minha vida.
Li-o na língua original, oferecido por amigos colombianos, mas tenho emprestada a edição portuguesa, pelas mãos de um amigo português. Independentemente de tudo, será com certeza, um dos livros da minha vida.
Thursday, September 16, 2010
Colombia e colombianos
Motivada pelos comentários que li em posts anteriores arrisco acreditar na bondade destes lugares e por isso escrevo, ainda, sobre a Colômbia.
Depois de voltar, com um livro oferecido na bagagem, li-o de imediato: " El olvido que seremos" de Hector Abad Facciolince. Relato comovente, profundo e pedagógico de Hector sobre a sua família, destinado a honrar a memória do seu pai. Para mim, mãe e educadora, que têm dúvidas, como acontece a todas as aspirantes a boas mães, este livro disse-me muito. Recordo-me de relatos, passagens carinhosas, cheias de imparcialidade dedicada, que me orientam nas duras tarefas do dia a dia. Dar um beijo ruidoso e impulsivo a um filho, quando ele, racionalmente mereceria um "grande puxão de orelhas", pode ser a atitude mais eficaz. Educar é, antes de mais, sermos expressivos testemunhos de paixão pela vida e incondicionais amantes dos nossos filhos, no melhor e no pior "todos os dias da nossa vida".
Agradeço aos colombianos - apaixonei-me por eles e por Bogotá.
Muito bem escrito, além do mais. Li-o na língua original.
Depois de voltar, com um livro oferecido na bagagem, li-o de imediato: " El olvido que seremos" de Hector Abad Facciolince. Relato comovente, profundo e pedagógico de Hector sobre a sua família, destinado a honrar a memória do seu pai. Para mim, mãe e educadora, que têm dúvidas, como acontece a todas as aspirantes a boas mães, este livro disse-me muito. Recordo-me de relatos, passagens carinhosas, cheias de imparcialidade dedicada, que me orientam nas duras tarefas do dia a dia. Dar um beijo ruidoso e impulsivo a um filho, quando ele, racionalmente mereceria um "grande puxão de orelhas", pode ser a atitude mais eficaz. Educar é, antes de mais, sermos expressivos testemunhos de paixão pela vida e incondicionais amantes dos nossos filhos, no melhor e no pior "todos os dias da nossa vida".
Agradeço aos colombianos - apaixonei-me por eles e por Bogotá.
Muito bem escrito, além do mais. Li-o na língua original.
Thursday, September 02, 2010
Douro


O Douro está na moda - ouvia-o hoje dito por um repórter televisivo. Fui prová-lo. A paisagem do Douro está a mudar, vinhas plantadas no sentido perpendicular à margem, socalcos construídos sem muros de suporte em xisto, rampas oblíquas para ligarem os socalcos: a paisagem do Douro já não é o postal que tinha gravado desde a minha infância.
O que constrói a paisagem? A paisagem deve manter-se fixa no tempo? Como preservar a memória adaptando-a às novas necessidades produtivas? Devemos guardar os "postais" ou temos que fazer postais contemporâneos?
Eu, entendo tudo, mas gostava mais do meu postal de infância.
Sunday, August 15, 2010
Bogotá



Depois do regresso já, por duas vezes, houve atentados em Bogotá.
Percebo-os melhor depois de conhecer a atmosfera pesada e densa que se esconde por trás da vida de Bogotá. A montanha ( cordilheira ocidental dos Andes) tem uma influência imensa no ar que se respira, na luz que invade a cidade, na névoa que a enche.
A cidade situa-se a 2640 metros de altitude. Depois de uma viagem em teleférico de 10 minutos, chegados a Monserrate, 800 metros acima, Bogotá dá-se em toda a sua imensidão.
O ar, necessário para respirar, falta e temos, necessariamente, que mover-nos lentamente para encontrar o olhar intenso, melancólico e profundo de um colombiano.
Daí, talvez, o repetido interesse dos nossos amigos pelo conceito "Saudade".
Estou em crer que, embora eles não tenham a palavra, trazem na alma o sentimento.
Tuesday, July 06, 2010
questões de moda
Os blogues estão mesmo fora de moda!
Talvez esteja na altura de fechar este. Afinal faz cinco anos no dia cinco de Agosto!
Talvez esteja na altura de fechar este. Afinal faz cinco anos no dia cinco de Agosto!
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