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Friday, November 20, 2009

O moderno


No fim de semana passado fomos a Dessau, à Bauhaus. É aquela coisa que estudamos nos livros, à qual damos toda a importância. É o ínicio da minha profissão, é a revolução na profissão dos meus mais. A Bauhaus é um marco. Sabe bem poder andar nos corredores da escola. Sabe bem ver as varanda em que foram tiradas tantas fotografias. Sabe bem estar na sala do (meu mestre) Kandinsky e sabe bem entrar no quarto do (meu mestre) Klee. Sabe bem ir às bases, mesmo que ainda seja um modernismo confuso, um modernismo de papel, concretizado em casas modelo. Sabe bem ver aquelas cores deles tornarem-se o meu parque infantil. E, sabe bem, depois disto, deitar o olho, no Domingo, ao Corbusier. O expoente, o mestre, o maior.

Monday, April 07, 2008

Capela de Quebrantões


Obra datada ou obra intemporal? À intemporalidade aspiram as grandes obras de arte: o parténon não tem tempo, o panteon não tem tempo, o Guggenhein de Nova York não tem tempo...
Outras obras têm tempo, mas não são datadas, isto é: o tempo passa e não se desactualizam, mas são presentes, sempre no presente.
Esta capela de Quebrantões é assim, é desta categoria: não se desactualiza, não tem por onde, porque tem pouco desenho, mas é matéria, é quase só matéria: o peso da madeira, a transparência do vidro, os rasgamentos das aberturas, o peso do betão,... e nela sentimo-nos gente!

Saturday, April 05, 2008

José Fernando Gonçalves




Foi muito compensador o passeio de hoje de manhã. Diziam-me que talvez tivesse sido a melhor visita da Cultour: à capela mortuária, casa dos escuteiros e capela de Quebrantões em Oliveira do Douro. Lá no site da Cultour, estarão disponíveis fotografias e testemunhos. Para já, aqui esta pálida ideia, de três obras maduras, profissionais, vividas e bonitas de um arquitecto muito bom.
José Fernando Gonçalves brindou-nos com a sua sabedoria e descrição tão pouco comuns nos tempos que correm. Obrigada.