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Tuesday, March 09, 2010
Friday, March 06, 2009
I'm building a still to slow down the time

Download: aqui (JÁ ARRANJEI O LINK!)Se quiserem imprimir um envelope para o cd: aqui (imprimam em papel de 250 gramas)
(A razão pela qual junto as músicas todas num ficheiro único de som é facilmente explicável e lógica para mim, apesar de compreender perfeitamente que não a entendam. Fazer um mix demora-me tempo e ocupa-me espaço e é uma dedicação que gosto de ter. Como gravar uma cassete. É uma disposição. Não gosto, no entanto, de me entregar assim a qualquer coisa e depois ver tudo desmembrado, como já me aconteceu. E, desta vez fui boazinha, disponibilizei o alinhamento.)
I'm building a still to slow down the time é um sentimento que tenho tido muito ultimamente. Parar os livros, os filmes, os dias, num determinado frame e ... Enjoy!
Monday, November 10, 2008
Nouvelle Vague @ Teatro Sá da Bandeira
Foi com surpresa que encontrei os Nouvelle Vague tão deliciosos no Sá da Bandeira ontem. O início da noite complicado fez-me perder um bom bocado da primeira parte (“o seu nome não está na guestlist”, “o seu nome está na guestlist”, “não, dizem que o meu nome não está na guestlist”, “ó enganei-me no seu nome”, “essa menina pode entrar”) e entrar numa sala cheia de gente até às paredes, toda ela já derretida com a menina Mélanie Pain. Lá consegui furar pela direita e encontrar um lugarzito que me permitisse as fotografias que me ofereceram o bilhete.
Mélanie Pain, que abriu para Nouvelle Vague, é também Nouvelle Vague e os Nouvelle Vague são muitos. Mais duas raparigas a cantar, mais um rapaz gingão pretinho, mais o José sempre a dedilhar cordas, mais gentes nas baterias e violinos. O engraçado dos Nouvelle Vague é eles virem de vários sítios para cantar músicas compostas por outros (as ditas covers) e fazerem-nas suas e não suas. O engraçado dos Nouvelle Vague é eles serem bons músicos e improvisarem a todas as horas. O engraçado é terem sempre boas luzes a pintar o palco.
O engraçado é também cada uma das vocalistas ter uma personalidade própria: a docinha (Melánie) a sexy (Marina) e a com ar de louca (nome?); e cada uma recriar um ambiente próprio que pode e deve conjugar-se com o ambiente das outras. E conjuga, aquele palco é vida e vida e nós ficamos deleitados.
O engraçado é o concerto ter começado há meia hora e o palco já estar cheio de público que os próprios Nouvelle Vague fizeram subir e na loucura sempre a entoar, de forma exuberante e juvenil, que estavam too drunk to fuck. O engraçado é ver todo o povo a mexer a anca (o que seria improvável na versão original dos Blondie) ao som da Heart of Glass e ver o marear de corpos e cabelos, de um lado para o outro. O engraçado é ver o exorcismo de Marina e deixar-nos estupefactos em Bella Lugosi Dead dos Bauhaus. Ou toda a gente que desata a cantar a Sweet Dreams dos Eurythmics, mesmo que não contasse com ela na setlist. Engraçado é ver os corações todos a abrirem ao som de Love Will Tear Us Apart, dos (nossos queridos) Joy Division. Vê-los a cantar baixo ou a gritar a letra de Ian Curtis, conforme as alturas. Engraçado é ver como o coração continua ainda aberto em In a Manner of Speaking. Engraçado somos nós todos a cantar relax don’t do it, when you wanna come do it mesmo antes de sair da sala. Engraçado é serem eles a conduzir-nos por esta viagem que faz a noite transformar-se em coisa curta e de segundos. Engraçado é fazer uma viagem pelos hinos da (nossa) vida com um som novo e um palco mágico à frente.
Penso, se não tivesse resolvido o meu problema de entrada, se o meu nome não existisse mesmo na guestlist, se tivesse ficado em casa, tinha perdido dos grandes concertos do ano e, relembro, este ano já vi Bob Dylan, Björk, Primal Scream ou dEUS, Nick Cave, Róisín Murphy, Chemical Brothers e Tindersticks e muitos mais. Ainda bem que o problema se resolveu, ainda bem que a máquina fotográfica se transformou em bilhete. Os Nouvelle Vague são muito mais do que poderíamos pensar. Enchem muito bem todos os corpos de balanço e vontade e energia!
Nota: quando eu e a Mariana chegámos à baixa para o concerto constámos um imenso reboliço em torno de todas as salas de espectáculo e bares pelos quais passámos. Um Porto ressuscitado a uma noite de sábado, cheio de oferta, vivo e a respirar com muita vontade. Aqueceu-nos muito e a mim apeteceu-me andar de t-shirt.
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Saturday, November 01, 2008
Róisín Murphy live (Optimus Alive! vs. Casa da Música)


Dois concertos com condições completamente distintas: em Julho uma tenda, ainda nem era bem noite, uma barreira imensa entre o público e o palco, como em qualquer festival, e as pessoas a circular, o tempo de concerto contado até aos segundos; ontem uma sala pequena e chique cheia de pessoas que ali estavam só para a ver, sem distância entre palco e audiência, a lembrar as pequenas salas de Manchester, tarde o suficiente (muito tarde!) para tornar a coisa ainda mais sexy, mas a poder durar horas e horas. O resultado foram dois concertos distintos e sobre os quais vou tentar não escolher por ser quase impossível: um fulminante, uma rápida pastilha do melhor da pop e da performance; o outro uma injecção demorada dessa mesma pop futurista, com ligeiros intervalos para todos respirarmos, ganharmos fôlego, descansar os olhos daquela mais saborosa cabeleira loira.
Se, em Julho, Róisín Murphy trocou tantas vezes de roupa como ontem, então fê-lo mais rápido, com um ritmo estonteante, sem tempo para a música parar. Hora e meia de cantar e trocar de roupa e dançar e seduzir. E é provável que em Julho a senhora tenha mudado de roupa tantas vezes quanto ontem. Essas mudanças de roupa foram, ontem, demoradas, estudadas, com pessoas a segurar o ambiente por ela e ela a surpreender-nos sempre com uns óculos novos, ou um casaco estúpido (sendo que em róisín estúpido significa extraordinário e lindo!).
Também a diferença de público sortiu enfeito na cantora. Se em Julho tinha, à frente, maioritariamente uma enchente feminina, ontem tinha um fifty/fifty bem arrojado. Inclui: um puto de 10 anos, alguns fotógrafos, gajos de óculos de massa, um rapaz que pronto, uma gaja como eu (ou que era eu), e aqueles putos do porto pertencentes àquelas coisas ou, seja, subgrupos desta nova cultura urbana ou qualquer coisa do género (o electropop, as calças justas e cheias de cor, a tshirts com decote em v). E, em Róisín Murphy, as pessoas que se encontram à frente podem mudar um concerto, porque a senhora é provocadora, adora eye contact e até contact, puro e duro, ao que parece. Canta sempre a olhar para alguém ou quase sempre. Se no alive! visto a população feminina ornamentar toda a primeira fila e o único homem ser homossexual ela me ter eleito (e não, não estou a ser convencida) como o alvo principal dos seus olhos muitas vezes, ontem com tanto homem, só lhe apanhei os olhos a sério uma vez. Esta dispersão de olhares e atenção, no entanto, fez de ontem um concerto mais provocador. Houve mãos, houve cantar mesmo ali ao nosso lado, houve pequenos lamas a beijar meninos e quase que houve um trambolhão (e eu até já tinha esticado a minha mão para a agarrar!).
Outra das coisas que fez do concerto de ontem altamente diferente do de Julho foi a interpretação das canções e o alinhamento em si. Se no alive! tivemos hit after hit, sendo as canções lentas normalmente do último álbum (leia-se Scarlet Ribbon), e até um Forever More dos falecidos Moloko a rebentar-nos o corpo e a espalhá-lo dançante por todo o lado; ontem houve muito mais Moloko mas nenhum hit dos mesmos, muito menos Overpowered e muito mais Ruby Blue. Houve muitas canções mais lentas. Nota-se que, depois de tanto tempo em tournée com Overpowered, o espetáculo está a mudar e assumir novas formas, novos corpos, novas linhas. Assim, nenhuma das músicas foi tocada na versão original pelo que pensei, muitas vezes, estar a ouvir um concerto mixado. A Ramalama apareceu no fim a rebentar toda a sala, a fazer flashar as luzes e as pessoas e o pequeno (rama)lama que Róisín trouxe as costas.
Se me obrigarem a escolher (e isto só acontece com uma pistola encostada à cabeça ou uma faca no pescoço) escolheria o concerto do alive! como meu concerto preferido de Róisín Murphy. Mas afastando o meu coração um bocadinho, o concerto de ontem foi exemplar no que toca à pop mais refinada: bem montado, estético, provocador e sexy, todas as pessoas extremamente bonitas em palco, bem tocado. Foi até provavelmente melhor que o do alive!. Acho que tenho em mãos um daqueles concertos que cresce com o tempo e quanto mais tempo passar mais gostarei dele. Hoje acordei a pensar naquelas horas.
Só uma nota: Róisín, nós não precisamos de saber que gostas de homens ou que gostas mais do Porto do que Lisboa porque o Porto é um rapaz e Lisboa uma rapariga. És capaz de ter estripado alguns sonhos de pessoas naquela sala. Desnecessário. Provocador. Gosto. Sorriso.
Thursday, October 30, 2008
Sou cor de róis-ín!
Amanhã vou ver esta miúda, já não nos Moloko, mas ainda assim a ser extraordinária todos os dias. E tenho a certeza que vou adorar. Já no ALIVE! foi uma loucura futurista, amanhã, na casa da música, será loucura de certeza, outra vez. E é gira. E é sexy. Bastante. Muito. Go, Róisín, go!
Wednesday, October 08, 2008
A música certas às nove da manhã.
São aqueles bocadinhos da música certa na hora certa que tornam as manhãs preciosas e o dia comprido, leve e intemporal. São eles que fazem raiar a melancolia de mansinho e que acolhem, ao de leve, o corpo frio, enchendo tudo com um pleno vazio.
Obrigada, johnny, por hoje.
Tuesday, September 30, 2008
A hora da canção (pt2)
Tv on The Radio - Family Tree
Under my love
Wake up to your window
The day calls in billows
It’s echoing moonlight on to the blue nightmare of your heart
In cosy red rainbow
It’s shaking off halos
And the memory of our sacred so and so’s
Oh take my hand sweet
Complete your release and bury your feet
And married we'll be
Alone in receiving ours is a feeling not that they would see
They don’t know that we could be
That way your cradle escaped the sea
?
Were laying in the shadow of your family tree
Your haunted heart and me
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the gallows of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep it young
I’ll be your mind
Is it safe to say that we’ve waited patiently
Call me on time
And well go over to nanas place disgracefully
Fall into line
There's the garden grave and a place they've saved for you
I'll fall by your side
?
Were laying in the shadow of your family tree
Your haunted heart and me
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the gallows of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep it young
And now we’ll gather in the shadow of your family tree
In haunted harmony
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the valley of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep us young
Under my love
Wake up to your window
The day calls in billows
It’s echoing moonlight on to the blue nightmare of your heart
In cosy red rainbow
It’s shaking off halos
And the memory of our sacred so and so’s
Oh take my hand sweet
Complete your release and bury your feet
And married we'll be
Alone in receiving ours is a feeling not that they would see
They don’t know that we could be
That way your cradle escaped the sea
?
Were laying in the shadow of your family tree
Your haunted heart and me
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the gallows of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep it young
I’ll be your mind
Is it safe to say that we’ve waited patiently
Call me on time
And well go over to nanas place disgracefully
Fall into line
There's the garden grave and a place they've saved for you
I'll fall by your side
?
Were laying in the shadow of your family tree
Your haunted heart and me
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the gallows of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep it young
And now we’ll gather in the shadow of your family tree
In haunted harmony
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the valley of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep us young
Thursday, September 18, 2008
A hora da canção
WILCO - MORE LIKE THE MOON
I see you in the morning
Wearing only one shoe
I say, I see you've lost something
What're you gonna do?
You say but no, I found one
There's another out there for you
I see us all as customers
Holding no purchase so far
Collapsing galaxies
Feathered with falling stars
I see us all as something
But nothing like we truly are
Why don't you come to me now
More like you are
I know we should be grateful
Everything is falling apart
Everything is breaking
And it lifts my heart
To see you as an angel
As some ghostly work of art
Why don't you come to me now
Know who you are
I see you in the morning
Wearing only one shoe
I say, I see you've lost something
What're you gonna do?
You say but no, I found one
There's another out there for you
I see us all as customers
Holding no purchase so far
Collapsing galaxies
Feathered with falling stars
I see us all as something
But nothing like we truly are
Why don't you come to me now
More like you are
I know we should be grateful
Everything is falling apart
Everything is breaking
And it lifts my heart
To see you as an angel
As some ghostly work of art
Why don't you come to me now
Know who you are
Tuesday, August 12, 2008
björk @ swtmn 08

Vamos lá ver se a gente se entende: quem não foi ao Sudoeste ver a Björk é burro! Burro burro burro! Com as palavras esgotadas, convido-vos a ler aqui o que pensam outros e a espreitar nas minhas fotografias tiradas com os olhos embaciados.
Sunday, June 15, 2008
A Casa e a Música
A música faz as pessoas melhores. Deste modo o senti hoje na Casa da Música, ouvindo a Orquestra Nacional do Porto dirigida por Christopher Seamen e com Sequeira Costa ao piano.
Chopin,os concertos n.º1 e n.º2 para piano. Chopin é previsível, é harmonioso, é melodia, os instrumentos dialogam, sustentam-se, complementam-se e quando um andamento acaba - acaba como, convencionalmente," deve ser". Sequeira Costa também é previsivelmente perfeito, por isso pouco envolvente (para mim).
Mas o resultado foi bom e soube-me bem. elmhor que na sexta-feira quando interpretaram os concertos n.ºs 3 e 5 do génio Bethoven.
A casa estava cheia de público, muito institucional.
Chopin,os concertos n.º1 e n.º2 para piano. Chopin é previsível, é harmonioso, é melodia, os instrumentos dialogam, sustentam-se, complementam-se e quando um andamento acaba - acaba como, convencionalmente," deve ser". Sequeira Costa também é previsivelmente perfeito, por isso pouco envolvente (para mim).
Mas o resultado foi bom e soube-me bem. elmhor que na sexta-feira quando interpretaram os concertos n.ºs 3 e 5 do génio Bethoven.
A casa estava cheia de público, muito institucional.
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