
Friday, October 02, 2009
Thursday, September 24, 2009
La douce
Mas fez-me lembrar a célebre resposta de Fernando Távora a Nuno Portas: "Percebo tudo. Mas é tão feio!"
No caso presente eu exclamo: "Percebo tudo, mas é uma seca."
Wednesday, September 23, 2009
Em Berlim tudo bem. Escrevo enquanto a mãe não vem ao skype. O trabalho é puxado mas a rotina começa a chegar e vou ficando mais e mais habituada. Superei alguns medos já: abri programas que nunca tinha aberto, arranhei umas três palavras em alemão, começo a andar sem mapa. As semanas passam rápido, os fins de semana a correr. Fui ver a Meryl no Domingo passado (o filme ainda não estreou aí) e saí de lá feliz. Hoje escapei-me mais cedo do trabalho e fiz a ronda a umas lojas e galerias. Gastei 8.54 euros no supermercado e até enchi a prateleira. Daqui a pouco devo ver o Arrested Development, que a Mafalda me gravou antes de vir para cá, e prometo-vos, em breve, começar a desbobinar as manias alemãs. Até amanhã, ou assim.
Sunday, September 20, 2009
Friday, September 18, 2009
Thursday, September 10, 2009
A fresquinha da tarde
Hoje o "tecto" baixou. O céu está perto. O céu está azul débil. Estamos fechados no tempo e no espaço... desta casa em Setembro do dito ano de 2009.
Às três horas correu a fresquinha da tarde.
Wednesday, September 09, 2009
Wednesday, September 02, 2009
Ladrões de palavras
Jean Daniel dizia agora, em entrevista dada a Mário Soares, Sarkosy "rouba as nossas palavras mas não aplica as nossas ideias".
Ladrões de palavras, tantos...
Saturday, August 29, 2009
Bibliografia
Penso: o conhecimento total, que nos leva à ideia total, não existe. Por isso, tudo o que leio advém da teorização/reflexão/conceptualização sobre a limitada experiência e conhecimento humanos, de quem os produz. Assim o mais relevante para a teorização é a experiência, o conhecimento empírico, transformado em conceito.
Quanto maior for a nossa experiência mais completo será o nosso conceito, mais sintética será a nossa reflexão. Com sintética refiro a complexa e condensada - simples.
Deduzo: mais importante para a produção do conceito é o método e não a experiência/ conhecimento. Se tivermos um método um modo estruturado de pensamento o resultado será sempre um conceito interessante e diferente, quanto o são as nossas histórias e contextos.
Concluo que o importante na biografia que irei utilizar é a diversidade de abordagens, o relato de experiências, matéria sobre cada qual deverá refletir para produzir os alicerces necessários à criação.
Monday, August 24, 2009
mar
Hoje levei para a praia o livro e reli passagens, sob o céu cinzento que o mar absorvia todo. Mergulhei no mar, no céu e na terra, na água. Aliei conhecimento e beleza - fiquei reduzida a uma alga que se enreda no mar.
Thursday, August 20, 2009
hoje, de manhã
" Vida intensa e breve
- pensou a lebre saltando
sobre as ervas do mundo"
assim ouvi o poema de José Agostinho Baptista. Não sei a métrica, ouvi-a deste modo e responderam-me duas das três pessoas a quem o mandei. A mensagem de uma não divulgo por descrição, a de outra divulgo:
" Caem os sonhos um a um
e o sangue estremece.
Caem e ficam no chão
De quem os morde e os esquece.
Farto da seiva, do dia
amadurece."
Eugénio de Andrade
Um dos tais momentos em que o tempo se dilata até ao infinito!
Tuesday, August 18, 2009
a teia
Às vezes a teia deve ser larga. É bom que o seja. Cada ponto, cada entidade vagueia na teia, vê-a, deriva, dança... quando está a cair a teia aperta e a entidade agarra-se a um nó. A teia alarga, a entidade é livre, descai controladamente. Há sempre um nó por perto. A teia construímo-la e constrói-se, por si só, sem darmos conta. A teia é mais real que a entidade. A teia existe......................a entidade volatiliza-se!
Tuesday, August 11, 2009
hoje
Gostei da ideia, gostei de algumas das personalizações, sobretudo as mais conceptuais. Nomes conhecidos, desconhecidos, mas nomes. Personagens, o mais interessante é que sejam indiferentes, multi, como agora se usa, multidão. são tantos que a imagem que fica é a de tantos, apenas e somente.
Nos hiatos do dia lembrava-me do meu Tio.Da dignidade que sempre representou ( representar, até parece que era teatro!) mas não! Representou no sentido de referência. O meu tio que na festa dos cinquenta anos de casamento disse a diferença: Não te amo porque preciso de ti. Preciso de ti porque te amo. Hoje a minha tia, uma Senhora, suspirava e dizia " Não era isto que eu queria!" Ninguém deseja a morte dos que se amam.
Thursday, August 06, 2009
de musil a mishima
O desgosto que sinto, quando existe desgosto, cai-me em cima sem dizer “água vai!” e sem razão; é totalmente independente de um acontecimento ou de qualquer causa.” O templo Dourado; Yukio Mishima; Assírio e Alvim; pág.39/40
Vagueio nos espaços entre Musil e Mishima, apesar de tudo a todas as horas.
Tuesday, August 04, 2009
as férias dos outros
Fugas: aproveitar ao máximo os fins de semana para banhos de mar; não faltar às aulas de yoga; guardar o máximo de tempo para ler ficção; encontrar espaços dentro do tempo.
Hoje estive meia hora dentro do carro com o livro na mão e com os ouvidos na música entrecortada por Ruy Belo: "À margem da Alegria" dedicado a Pedro e Inês.
Será que este blog continuará a ter lugar?
Tuesday, July 14, 2009
Gripe A e infografia.

Duas razões para postar isto aqui:
1. É preciso manter presente esta informação para não corrermos riscos desnecessários. E toca de continuar com a vidinha.
2. É um belo exemplo do design gráfico ao serviços da informação. O Público tem vindo a investir muito em infografias e informação estilizada que forneçam ao leitor uma ideia rápida e eficaz, assim como interessante, do assunto que este lê.
Monday, July 13, 2009
Continuando no tema político
Embora seja recorrente dizer-se que não se entende porque é Elisa Ferreira candidata a dois lugares, incompatíveis entre si. Ora sendo a tomada de posse dos eurodeputados a 13 de Julho, seguido de um período de inactividade parlamentar e assumindo funções, de forma mais intensa, em Setembro, é natural que Elisa Ferreira diga que só vai assinar. Entendi, confesso, como sinal de convicção e força. Se a ideia fosse enganar os eleitores, a candidatura à câmara do Porto seria feita depois de dia 7 de Junho, falta já muito pouco. Mas não.
Pôr-se-ia a questão de porquê então ser candidata ao Parlamento Europeu se está tão convencida da vitória no Porto. Não me cabendo a mim fazê-lo, eu tenho uma certeza, o Parlamento Europeu beneficia muito de deputados portugueses com a qualidade de Elisa Ferreira. Se Elisa não for Presidente da autarquia, inegavelmente, Portugal estará bem representado em Bruxelas e isto só era possível de uma forma: garantir aos portugueses que ela seria Eurodeputada na eventualidade de não presidir à autarquia portuense. O mesmo se passa com Ana Gomes. O Parlamento precisa destas pessoas ainda que possam agora ter optado por funções autarcas.
Mas os ataques ou críticas parecem estar apenas dirigidos a Elisa Ferreira. Mas será caso único? O que fez, tem feito e irá fazer Ilda Figueiredo? Não foi e não é ela cabeça de lista da CDU à Câmara de Gaia e igualmente ao PE? E porque não se fala?
Não se fala simplesmente porque são candidaturas, com todo respeito, inofensivas. Já a de Elisa Ferreira… em Outubro saberemos.
Vou começar a fazer política
Não sei o que será da vida nos próximos meses (estou à espera de novos desenvolvimentos no que toca a estrangeiro, empresas que se montam, etc. - ESPEREM, ISTO TAMBÉM É UMA DUPLA CANDIDATURA!) e por isso ainda não me meti mais a fundo nisto. O Porto preocupa-me, por ser a cidade onde me vivo mais, apesar de ter a casa sediada na Maia e aqui votar. O Porto preocupa-me porque depois de tantos anos de Rui Rio as pessoas continuam a não correr com o senhor e a não perceberem como ele rasga as feridas há muito a estalar. A nossa cidade sangra enquanto o senhor tapa os olhos e não toca em feridas de tamanho tamanho, como o bairro do Aleixo ou a população envelhecida, ou uma cidade todos os dias mais pequena, com menos população activa e moradora.
Sou apoiante de Elisa Ferreira, não temo dizê-lo. É mulher e sabe o que faz, tem currículo, tem ideias, tem uma rede completa de pessoas que sabem, tem postura e tem, acima de tudo, vontade. E não me venham com a história da dupla candidatura como sintoma de falta dessa vontade, porque, meus amigos, acho que o que estão a fazer é a deixarem que vos turvem os olhos (aliás como podem confirmar no final desta entrevista para o Jornal Nacional). O que tenho visto é Elisa Ferreira a tentar bordar um plano para o Porto tendo em conta os cidadãos, ouvindo-os, deixando que sejam parte activa do processo, convidando-os para conversas e trocas de opiniões. E só não vê quem foca os olhos na comunicação social, quem cede a sensasionalismo, quem não sabe ir ao sítio buscar a informação que realmente importa.
Será possível fazermos política de forma clara e directa? Sem questionarmos coisas como a disponibilidade e vontade das pessoas? Se não quisessem mesmo, estariam a desgatar-se com estas coisas? Eu digo que não, mas quem sou eu.
Outro favor, lembrem-se que, quando votam para as autárquicas, estão a escolher as pessoas para a cidade. Bem sei que todos temos vontade de dar uma lição ao Sócrates mas cada coisa é uma coisa e, com essas asneiras, podemos acabar com mais quatro anos de corridas de carros na Boavista ou com casinos em Lisboa. Separar as coisas, como na reciclagem.
Ah, e o vídeo que está ali em cima é só porque se fala do Aleixo. O senhor Rui Rio tem alguma coisa a dizer sobre o bairro? É que ainda não ouvi nada.
(Para seguir o Porto Para Todos o melhor é fazer umas visitas semanais a estes sítios: twitter, portoparatodos, youtube. É o que faço, pelo menos.)
Saturday, July 11, 2009
Mau tempo no Canal
Foi-me um pouco difícil entrar, porque entrei pela janela. Mas à medida que o apanhei, ou me deixei apanhar, percebi (me). Aquela capacidade de ao mesmo tempo ser personagem e espectador, ser actor e dilactor, dissonâncias que encontram contraponto e morrem no âmago da maré. Excelentemente escrito. Nunca, puras descrições, me deram tanto prazer. Excelentemente inscrito no contraciclo da vida. Prolonguei uma semana o final da leitura e revolte-ei-o já muitas outras vezes. Muito bom e fez-me muito BEM.
Wednesday, July 01, 2009
Precalços
Às dezoito e quinze saí, entrei no carro e dei à chave e o carro fez "Clic", começou a produzir um som tipo bomba relógio e tudo apagado nos painéis de controlo. Ligo à oficina (estava a fechar) ligo ao seguro de assistência em viagem. Eficientes e simpáticos. Passados 40 minutos , depois de três telefonemas a confirmar o local e maneira de cá chegar, o reboque põe-se apitar. Saí, o condutor: tshirt caviada, moreno à trolha, bigode, barriga assinalável, faz festas à cadela e entra em acção. Abre o capôt, desata ao murro e à marretada para chegar à bateria. " D. Maria, porque é que vai à garagem da marca? Vá ao Parque Nascente, são especialistas, é mais barato e mais rápido. Eu já sei como eles são, fazem isto assim que é para irem à marca. Eu até os entendo. Tem que fazer pela vida." Puxa de bateria, liga os cabos: " D. Maria, vá lá para dentro, ligue o carro. Já dá sinal!" Desliga o cabo e fica tudo na mesma. " Se fosse ao parque nascente, ficava já com tudo resolvido. Desculpe, eu estou só a ajudar".
E lá fui no reboque para o Parque Nascente. Pelo caminho ficou apreensivo: " E se não é da bateria? Eu não sou especialista, o que aprendi foi no dia a dia. Chegamos e ele foi directo ao funcionário e disse " Trate bem esta senhora!". Assinei os papéis do transporte e desapareceu.
Quarenta minutos depois saí com uma bateria nova e com a minha querida autonomia para garantir as minhas semi-férias!
Monday, June 22, 2009
compensações
Parabéns Meryl!
Sunday, June 21, 2009
Gestão do tempo... de verão
Dois banhos de mar, muito sol, daquele que arde no corpo. Quatro humanos e uma cadela deliciosa e um gato “em convalescença”. Cada qual por si, cada qual olha por si, olha para si, cada qual olha para os outros pelo “canto do olho”. Cada qual….
Música barroca, Albinoni.
Perspectiva-se uma tarde de trabalho. Deste modo – pouco importa!
Wednesday, June 17, 2009
Musil
Monday, June 15, 2009
incongruências
Wednesday, June 10, 2009
Nas Brumas da Utopia de Henrique Silva Araújo
Os temas desenvolvem-se a partir do Vale do Ave, da actividade fabril a que se alia a agricultura de subsistência, a incipiente resistência operária com referência ao comunismo, a polícia política, a medicina no trabalho, o contrabando do café, tabaco e depois do volfrâmio, as diferentes perspectivas do desenvolvimento industrial e do posicionamento político de Portugal na europa.
As personagens são bem caracterizadas, a acção desenvolve-se com desenvoltura embora por vezes denote algum desequilíbrio nos tempos de acção: em determinados momentos ficamos a pensar – como é que já estamos aqui?- e então voltando um bocadinho atrás, e percebemos que em duas linhas se muda complemente a acção, mesmo no espaço e no tempo. Os contextos são bem descritos, percebendo-se a formação em medicina do autor, a sua reflexão sobre o comportamento humano, o conhecimento sobre o modo de produção industrial e sobre a organização social da época.
Pena é que falte a este romance o mais fácil: revisão. Tanto sob ponto de vista conceptual, como sob ponto de vista ortográfico e editorial, existem muitas gralhas, erros, confusões: trocam-se nomes de personagens, escreve-se muitas vezes à e às com acento agudo, contrato com c antes do t serrada em vez de cerrada, para além de algumas gralhas tipográficas.
Sunday, June 07, 2009
Concerto para piano, em sol maior, de Ravel
Não se pense que não gostei. Também me parece que deve ser difícil ao vivo encontrar a mesma interpretação que em CD, mesmo que seja interpretada pela Orquestra de Montreal e por Pascal Rogé. Segundo o meu sentimento a diferença vem sobretudo do tempo, subtil, não mensurável apenas sensível, nas mãos do pianista e no meu coração.
Encerrarei a maratona Sequeira Costa hoje com o belíssimo concerto para piano de Edward Grieg.
Saturday, June 06, 2009
Miguel Bombarda
Assim me senti hoje em Miguel Bombarda. Claro que há excepções e gostei muito de: Noé Sendas - fotografia manipulada. Depois fazem sentido outras coisas que se encontram perdidas no tempo ou no espaço: Ângelo de Sousa de 1968, uma pintura de José Pedro Croft, alguns trabalhos de João Paulo Feliciano, uma fotografia de João Tabarra, duas esculturas de Francisco Tropa ...
A terminar dois nomes com um trabalho ilustrativo interessante: Raúl Pérez e Fernando Dôres.
Sunday, May 31, 2009
Fim-de-semana
Magnífico o mar, o banho solitário. O regresso e a Polka, numa casa a acordar, ainda houve tempo para fazer o almoço e almoçar, às 15.00horas. Logo: às 18.00 Haydn na Casa da Música e depois, anos para celebrar. A terminar o fim de semana, A Certain Ratio em Serralves, às 23.00horas ( memória de Vilar de Mouros em 83(? talvez). Nada mais. Tudo.
Saturday, May 30, 2009
época de verão
Friday, May 29, 2009
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Wednesday, May 27, 2009
Sunday, May 24, 2009
Call Center
Já estava à espera do telefonema da PT por causa do MEO. Aguentei porque preciso de alterar o sistema de tv por cabo cá de casa. Mas rabujei muito, fiz perguntas, discuti ... e acedi à campanha renitentemente. À pergunta, pode ligar-me daqui por uns minutos responde-me o interlocutor, não esta é a última oportunidade e o último dia, a chamada cai e não volta a ser contactada. E já foi contactada três vezes. Não, isso é que não fui. É porque não atendeu o telefone. Mas eu não sei se o equipamento que tenho em casa dá! Então peça assistência técnica que são só mais vinte e cinco euros. E se depois não der? Não assina o contrato. Mas depois debitam-me na mesma. Não. Sim que eu já sei como é, porque já me aconteceu debitarem-me serviços e activarem serviços sem eu autorizar e utilizar. Não vai acontecer. Isso é que vamos ver. Vou passar ao meu colega para marcar a assistência. Diga o número de contribuinte, diga o número de BI, confere. Então vamos marcar. Mas eu tenho medo que não dê certo. Mas porquê?Porque não gosto das coisas assim, de me comprometer sem saber em quê. Mas estou aqui para a esclarecer, têm alguma dúvida. Não, a dúvida que eu tenho é que não de tratar tudo pelo telefone.
Bem, está bem, espero que não dê mau resultado.
No sábado vem o homem da assistência e o contrato, de certeza imenso e com uma letra tão miudinha que eu não vou conseguir ler. E a saga continuará...
Sunday, May 17, 2009
Formas e Energias
De passagem por Lisboa e seguindo conselhos avisados, mergulhei no escuro de um espaço reorganizado para acolher esta colecção. Passei da luz ao escuro, dos espaços e das formas. Agrupadas ao sabor dos olhos de um artista ocidental, deixamos para trás o seu valor cultural, histórico e etnográfico, para nos concentrarmos no significado das suas formas. Formas negras, formas luminosas, formas depuradas, formas de sentido extrapolado, exageradas, formas realistas e elegantemente funcionais.
Por isso, um certo desapontamento que senti ao perceber que as peças não estavam datadas, deixou de fazer sentido, porque a exposição assenta na matriz intemporal do significado da forma.
Thursday, May 14, 2009
Sr.ª Olindina
Friday, May 08, 2009
Thursday, May 07, 2009
Wednesday, May 06, 2009
Vasco Granja
Era dele aquele sorriso puro e infantil, sabedor---------que nos transportou para mundos insondáveis.
À sua memória uma homenagem!
Tuesday, May 05, 2009
Efemérides
Sunday, May 03, 2009
Gruppen
Comentavamos à saída que, quanto mais se houve música contemporânea, mais se gosta e mais se ganha em profundiadde e consistência.
Foi pena durar pouco mas a peça á assim mesmo...e só pode ser experimentada quando ouvida ao vivo. Tivemos sorte!
Friday, May 01, 2009
tolerância
Saturday, April 25, 2009
Tuesday, April 21, 2009
Tuesday, April 14, 2009
contrastes
Monday, April 13, 2009
Gulbenkian
Espaço de boa arquitectura, do que de melhor se fez na década de sessenta ( foi inaugurado em 1969) usando as melhores técnicas construtivas e tecnologias, é sinónimo da qualidade da arquitectura portuguesa. Pouco valorizado pela comunidade disciplinar vem, com o passar dos anos, conquistando o seu devido lugar na história da arquitectura portuguesa. Projectada por Alberto Pessoa, Pedro Cid e Rui Athougia com jardins de Gonçalo Ribeiro Teles.
Sunday, April 05, 2009
O maior pecado
Saturday, April 04, 2009
War Requiem


É assim mesmo, uma caixa preta e branca! Julgo que a primeira gravação dirigida por Britten e interpretada por Galina Vishnevskaya, Peter Pears, Dietrich Fischer-Dieskau, The Bach Choir and the London Symphnony Orchestra Chorus, Highgate School Choir, Melos Ensemble e London Symphony Orchestra.
"Whatever shares / The eternal reciprocity of tears" " Let us sleep now..."
Requiem de Guerra
O Requiem de Guerra - ícone da minha meninice - recordo-o vinil, nos anos sessenta na casa dos meus pais - era do meu pai! Recordo a capa, julgo que era vermelha, cor de laranja, castanha? logo a procurarei. Beijamin Britten, nome familiar, aliado a este requiem, a Peter Grimes, a ópera ensaida por métodos inovadores junto de comunidades educativas, ou a Peter Pears, o tenor e o amante (não com sentido deperciativo, mas como amador - aquele que ama).
Ontem o Requiem voltou à minha convivência, depois de tantos anos. E voltou em pleno. Gostei especialmente dos coros - Huddersfield Choral Society e Coro infantil do Círculo Portuense de Ópera. Sublimes no uníssono e na atmosfera... e depois é muito bom o Porto ter uma orquestra que se dispõe a produzir este Requiem.
É muito bom ter uma boa orquestra.
Thursday, April 02, 2009
Sunday, March 29, 2009
Science: what else?
Estas incursões que fiz pela Ciência através de Science: what else?, conferências com cientistas, teóricos e pensadores que a Universidade do Porto ofereceu aos habitantes fizeram-me lembrar este video de Charles e Ray Eames. Em três dias andei pelo espaço (out), pela genética e biologia sintética (in) e pela a utopia (all) em todas elas. E agora sim, sinto-me ter uma visão mais larga, um entendimento mais aberto, sinto-me ter este vídeo dos Eames nos olhos. Obrigada.
É assim a força da Primavera
“Anno Domini”; George Steiner; Edição Gradiva; Pág 196
Ana Fernandes na Árvore
Íamos só tentar comprar um caderno mas fomos surpreendidos pela exposição de Ana Fernandes. A própria lá estava sentada quando entrámos e, depois de dedo e meio de conversa, lá rodámos a sala. De nome Memórias, pelas paredes reconhecemos o humanizar dos objectos e das lembranças. Tudo cheio de um humor sincero e quotidiano. Sinceridade é o que transborda. E humildade. A ver. A ver e sorrir.
Friday, March 27, 2009
Monday, March 23, 2009
des...
Escorraçadas do pecado e do sagrado
habitam agora a mais íntima humildade
do quotidiano. São
torneira que se estraga atraso de autocarro
sopa que transborda da panela
caneta que se perde aspirador que não aspira
táxi que não há recibo extraviado
empurrão cotevelada espera
burocrático desvario
Sem clamor sem olhar
sem cabelos eriçados de serpentes
com as meticulosas mãos do dia-a-dia
elas nos desfiam
Elas são a peculiar maravilha do mundo moderno
sem rosto e sem máscara
sem nome e sem sopro
são as hidras de mil cabeças da eficácia que se avaria
Já não perseguem sacrílegos e parricidas
preferem vítimas inocentes
que de forma nenhuma as provocaram
por elas o dia perde os seus longos planos lisos
seu sumo de fruta
sua fragrância de flor
seu marinho alvoroço
eo tempo é transformado
em tarefa e pressa
a contratempo.
(não sei se está bem transcrito porque é transcrição de transcrição)
Friday, March 20, 2009
a poesia está na rua
Wednesday, March 18, 2009
A poesia está na rua
QUARE DE VULVA
Quare de vulva, vai para sessenta anos,
eduxisti me?
Porque me tiraste de onde estava
rodeado de águas, sem cuidados,
riscando fósforos na imaginação
da mãe?
Para chegar a isto:
a morte inscrita na pele,
murmúrios aziagos de oração
enquanto alguém enxota a mosca
da cara do defunto?
Para quê?
Só para os rituais,
só para a interrupção
só para ausência inominada?
Só para a memória – não a própria,
a memória dos outros?
A. M. Pires do Amaral
Será este o poeta homenageado na edição deste ano da Poesia Está na Rua em Santo Tirso - Salão Nobre da Câmara Municipal, sexta-feira 20, às 21.30 horas.
Tuesday, March 17, 2009
desabafo
Este mundo angustia-me e mais ainda ao pensar que esta falta de seriedade é endógena! Os portugueses são assim.
Sunday, March 15, 2009
Wednesday, March 11, 2009
As personagens do Porto
Monday, March 09, 2009
Revolucionary Road - Sam Mendes
Independentemente da obra prima, decerto que não o é, porque muitos se perdem e desinteressam logo no início, quem consegue ultrapassar essa inércia inicial, muito leva que pensar.
Depois a última cena em que a pergunta "Porque não te calas?" é substituida pelo desligar do aparelho auditivo é, para mim, genial e encontrou eco em ternas lembranças familiares.
Kate Winslet é extremamente convincente e sólida. Leonardo de Cáprio tem em seu desfavor o ar infantil e leviano que não consegue iludir.
Sunday, March 08, 2009
O Casamento de Rachel Jonathan Demme
O objecto filme é frágil, inconstante, movediço, de câmara na mão: são-no também as personagens que se nos revelam e o relacionamento entre elas.
Friday, March 06, 2009
Aeroporto do Porto
Já não se pode com esta falta de seriedade e de profissionalismo de que este caso é apenas um caso. A outra escala, no meu dia a dia lido com casos iguais ou piores, salvaguardando as proporções de escala. De certeza que não é assim que o país vence a "crise".
I'm building a still to slow down the time

Download: aqui (JÁ ARRANJEI O LINK!)Se quiserem imprimir um envelope para o cd: aqui (imprimam em papel de 250 gramas)
(A razão pela qual junto as músicas todas num ficheiro único de som é facilmente explicável e lógica para mim, apesar de compreender perfeitamente que não a entendam. Fazer um mix demora-me tempo e ocupa-me espaço e é uma dedicação que gosto de ter. Como gravar uma cassete. É uma disposição. Não gosto, no entanto, de me entregar assim a qualquer coisa e depois ver tudo desmembrado, como já me aconteceu. E, desta vez fui boazinha, disponibilizei o alinhamento.)
I'm building a still to slow down the time é um sentimento que tenho tido muito ultimamente. Parar os livros, os filmes, os dias, num determinado frame e ... Enjoy!
Sunday, March 01, 2009
Coelho
A normalidade em toda a sua irreverrência - a descodificação dos nossos pensamentos mais rasteiros, que não admitimos, que arrumamos para um canto, que cuidadosamente guardamos no limbo das nossas emoções. Aqui estão eles, descritos preciosamente, minuciosamente, com um realismo inacreditável e por isso mesmo extremamente libertador de qualquer culpa. Se o acusam de racista, machista ou misógeno na minha opinião é porque fazem uma leitura preconceituosa e superficial do conteúdo das personagens: elas são o que são, humanas, às vezes estúpidas, às vezes racistas, às vezes inocentes, às vezes preversas - elas são excelentes, são reais.
A leitura de Updike foi uma das coincidências que transformou a minha vida, porquê perguntará quem o leu? Quanto a mim pela maneira como decompõe o comportamento humano, por isso na linha de Proust.
Parece que finalmente me puseram James Joyce no caminho, contra o previsto, iniciarei a leitura de Ulisses.
Saturday, February 28, 2009
outras experiências
Monday, February 23, 2009
Ruhr
Ruhr.Uma surpresa. Apreendi muito. O que mais me impressionou materialmente foi a grandeza, o poder e ao mesmo tempo a delicadeza rigorosa dessas máquinas, cidades de máquinas, que nos finais do século XIX e até muito tarde no século XX, ocuparam esta região. Destinadas à extracção e produção de carvão ou de ferro, são complexos edificados feitos pelo homem em que os habitantes são as máquinas. Neste, Zollverein, localizado em Essen, Património da Humanidade, classificado pela Unesco, no edifício principal, destinado à lavagem do carvão, apenas trabalhavam seis homens!
O que mais me impressionou enquanto arquitecta, foi o processo de requalificação que toda esta área tem em curso.
Wednesday, February 18, 2009
auxiliares de memória
Mas agendas são boas não só para programar o futuro mas, como auxiliar de memória, para ler o passado... é pena é que muitas vezes aquilo que queríamos ver registado não o tenha sido. Tomar notas também é uma ciência. Vou investir nessa investigação.
Saturday, February 14, 2009
Bondade e Virtude
O padre demitiu-se, o miúdo ficou sem o conforto do amor… mas a virtude triunfou.
(a propósito de Doubt)
Thursday, February 12, 2009
Tangerinas e clementinas
Wednesday, February 11, 2009
Milk de Gus Van Sant
É interessante como, passados uns anos sobre Brokeback Mountain, o tema da homosexualidade é tratado com a naturalidade e com a seriedade de qualquer outra causa... e enche salas, sendo muitos espectadores homens!
...a contar com os conselhos do nosso bendito episcopado, não estariam lá nenhuns católicos...
Monday, February 09, 2009
Doubt de John Patrick Shanley
Perante factos cada um constrói a história que quer. Cada um acredita nessa história. Tudo é a realidade mais o que concebemos depois. É um tema que temos visto abordado recentemente: qualquer dos filmes de Lars von Trier ou mais recentemente Chagelling de Clint Eastwood. O que não se questiona são as duvidas por trás da realidades que construímos e isto é Doubt. E desenganem-se, todos ali duvidam: não só a freira nova, boa e inocente (Amy Adams a ser extremamente convincente e a passar-nos uma tamanha agonia); o padre inovador (Seymour Hoffman a ser brilhante como sempre) apesar de completamente envolvido nos factos; a mãe do garoto (Viola Davis, god bless you!) e o seu medo de que o filho não possa ser o que quer; e, desenganem-se mesmo, até a freira chefe, rigorosa e avassaladora (Streep a ser a actriz que sabemos, ou seja, Streep a ser outra pessoa, outra vez). São tudo escolhas, são tudo visões diferentes dos mesmo factos. São todas plausíveis e ainda assim, a dúvida flutua desde os primeiros minutos até à neve no jardim da escola, no último quadro. E ainda assim, se a dúvida impede alguns de agir (Adams) não impedirá outros (Streep e Hoffman).
Atentem também aos sermões. Atentem em certos planos. Atentem na cara dos actores. Atentem na riqueza do argumento (a peça deve ser tão bem escrita...). Atentem em tudo. Doubt é apenas uma metáfora, se olharmos bem. Todos agimos, mesmo com dúvidas. Atentem porque se aprende um pouco mais sobre ser-se humano. Do melhor dos últimos tempos. Do melhor.
Wednesday, February 04, 2009
Sunday, February 01, 2009
Jovem pianista
A Troca de Clint Eastwood
Porque foi assim que senti o filme: como uma dor que morde por dentro, que se desenrola como uma mola que atira o interior, empurra as nossas vísceras contra o exterior,a pele e os músculos, que nos preenche e nos esvazia. É impossível ficar frio perante crianças molestadas, perdidas, literal e emocionalmente, levadas a agir por coacção contra si próprias. É impossível não sofrer quando a leitura da realidade transforma a verdade em demência e a realidade em ficção, levando-nos a um sentimento de impotência demasiado verdadeiro para não ser real.
Sobre Angelina Jolie, dizem que um bom papel- acho que sim, pelo menos nada há que o contradiga, encaixando-se na perfeição no conceito do filme.
Friday, January 30, 2009
Wednesday, January 28, 2009
lapsos compreensíveis e de certo modo, saudade
O Pedro disse-me que lhe tinha rebentado um tímpano e eu perguntei "mas já me tinhas dito que te doía o ovo.", gargalhada geral no carro. Depois chegada a casa perguntei" Para o jantar hamburger ou virus?" ... a imaginação não chegava para mais e as palavras ainda atropelaram os bifes. Depois de jantar disse "Só me apetece comer a camisola.", mas na realidade era coser, depois de um grande buraco e de muitos pequenos buracos satélites que a Polka fez no fim de semana.
E morreu Jonh Updike, a minha leitura de momento. Senti, porque para mim foi uma descoberta que se demonstra e demonstrará essencial. Depois dos dois primeiros volumes dedicados a Coelho, deleito-me agora com o terceiro. Agora mesmo, porque é para lá que vou neste momento, para a pág 173.
Tuesday, January 27, 2009
notas
Concerto da ON- Variações Românticas, na sexta-feira à noite: a 4ª de Brahms, eterna e recorrente, para mim belíssima;
A Onda, filme de Denis Gansel, catarse alemã, chocante e perturbadora;
e Dança em Serralves - parades e changes, replays, privilégio assistir a este espectáculo de movimento e som - imagens e contornos que nunca esquecerei!
Sunday, January 25, 2009
almofada
Saturday, January 24, 2009
distracções
Na quinta feira foi uma cara radiosa que nos apareceu, contrariamente às nossas que demonstravam o desespero consequente da interminável chuva. Ela porém dizia a sorrir: "É muito bom ver chover!".
Porque é que nos esquecemos disto? Nada pode obscurecer a dádiva da vida.
Wednesday, January 21, 2009
Hora do desabafo
Monday, January 19, 2009
O estranho caso de Benjamin Button de David Fincher
É bom, puro, fantasioso e tem Brad Pitt, um verdadeiro deus, depositário inexcedível do nosso imaginário ... pelo menos do meu! É CINEMA!
Sunday, January 18, 2009
identidade
Fez-me reflectir sobre a nossa identidade individual e sobre o papel dos outros na definição da nossa própria identidade - sem falsa modéstia e sem preconceitos.
Flash mobs
Ficam a saber que eu e a Maria estamos numa de armar uma coisas destas há algum tempo. Will you join us?
Saturday, January 17, 2009
Miguel Bombarda
Friday, January 16, 2009
Murray Peraya
Quanto ao reportório não poderia ser mais consensual: Bach, Mozart, Beethoven, Brahms. Bach para elevar, Mozart para encantar, Beethoven para deslumbrar, Brahms para apaixonar.
A Casa cheia. É bom ver, mas melhor também estar.
Sunday, January 11, 2009
Concerto de ano novo
É interessante perceber como, de todo o programa, o que menos me(nos) cativou tivesse sido a sinfonia do Novo Mundo. Ela, que noutros tempos foi referência para continuar a percorrer os caminhos da música erudita. Bonita, idílica, harmoniosa ... agora diremos, em demasia, para quem encontra na música contemporânea o grande motivo de descoberta. Por isso György Ligeti foi quem mais prendeu a nossa atenção no concerto de sexta-feira.
Não deixa contudo de ser interessante a mistura de tempos e concepções num único concerto levando, à traição, alguns a treinarem os seus ouvidos para outras sonoridades. A Casa estava cheia e continua luminosa como sempre.
Saturday, January 10, 2009
bom português
Hoje de manhã fui à mercearia do bairro por extrema necessidade, já que detesto lá ir, tal é o desarranjo e a porcaria. Entro e toca uma campainha de alerta. Percorro a loja e olho para o armário frigorífico que indica lacticínios, já que não há outro em que possa encontrar margarina, está vazio. Vejo uma senhora atrás do balcão do talho e pergunto: "Não tem margarina?" "Está aqui." responde e aponta para a vitrina onde está a carne, as tripas enfarinhadas, o sangue de porco e a um canto uns pacotes de manteiga. Digo "Mas isso é manteiga." "Pois é, responde". Decidida a trazer meio quarto de manteiga pergunto quanto é e ela responde "Quarenta cinco." Assustada "Pergunto quarenta e cinco, quê?" "Um e quarenta e cinco". Depois diz que está muito frio "...mas hoje não tenho porque estou cheia de roupa, dois pares de meias calças por baixo das calças e muitas camisolas e casacos". Realmente era verdade: aquela mulher já de si façanhuda hoje estava toda enchouriçada. Despediu-se com um "não tenho troco pra darle " e eu saí para o ar frio da manhã com um certo alívio, confesso.
Friday, January 09, 2009
Neve
Quando neva aqui as pessoas arrancam-se umas às outras da cama para comentarem os flocos. Recebi mensagens e telefonemas dos que gosto, dos que me gostam. Afinal não nevava há vinte e dois anos. A neve traz uma esperança estranha, há quem vista mais casacos e camisolas (sorrisos para ti!), a Polka dorme quente na casota e depois vai chatear a Bonita. A neve parou agora mas, há umas horas, fui comprar pão com ela a cair no casaco.
Thursday, January 08, 2009
murmúrios do mar
Paga-me um café e conto-te a minha vida
O inverno avançava
nessa tarde em que te ouvi
assaltado por dores
o céu quebrava-se aos disparos
de uma criança muito assustada
que corria
o vento batia-lhe no rosto com violência
a infância inteira
disso me lembro
Outra noite cortaste o sono da casa
com frio e medo
apagavas cigarros nas palmas das mãos
e os que te viam choravam
mas tu não, tu nunca choraste
por amores que se perdem
Os naufrágios são belos
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas?
e temos saudade desse mar
que derruba primeiro no nosso corpo
tudo o que seremos depois
“Pago-te um café se me contares
o teu amor”
José Tolentino de Mendonça
Sunday, January 04, 2009
Juan Muñoz
Foi assim que eu vivi a exposição de Juan Muñoz – a gostar muito. Tudo certo, tudo no sítio, cuidadosamente concebido e executado para fazer explodir sensações. Caberá também aqui uma palavra para a excelente montagem da exposição, sabiamente disposta no espaço do Museu que nos surpreende sempre, excedendo-se a ele mesmo.
Sobre a figura humana, extremamente humana, repetida muitas vezes, sempre igual e sempre diferente: não é o pormenor que interessa mas a expressão, a pele, o pano, as rugas expressivas, as mãos torcidas e imperfeitas, a ausência de pés. O homem e a sua sombra, a sombra mais poderosa do que o homem, a sombra do homem no contexto, feita texto. O homem sem escala na paisagem urbana, feita com um padrão de chão aflitivo. O minucioso elevador, cheio de movimento, luz e cor, perfeitamente rigoroso. As varandas e os corrimãos, o hotel. Conceptual e preciso, parco e intenso, como os dois minúsculos homens sentados em não diálogo. Percorrer o Museu de Arte Contemporânea de Serralves para conviver com o mundo de Juan Muñoz é entender melhor o nosso mundo para nele, dentro dele, encontrar pedaços de paz.
Cada vez gosto mais de escultura!
Sobre Christopher Wool, depois de Juan Muñoz, uma história que não sei contar.





























