Wednesday, January 19, 2011
Tuesday, January 18, 2011
Monday, December 06, 2010
András Schiff
András Schiff. Variações Goldberg. Um mundo se abriu e continua aberto. Agradeço o privilégio que se me ofereceu...
Sunday, November 28, 2010
Casa da Música - Orquestra Gulbenkian
Ontem, contrariando o cansaço, decidimos ir à Casa da Música ver e ouvir a Orquestra Gulbenkian interpretar Lindeberg, Alban Berg e Bruckner.
Estávamos apreensivas quanto a Bruckner. A surpresa quando os 55 minutos da sinfonia de Bruckner passaram num ápice. A maestrina Simone Young, ao segundo andamento deixou a batuta e dançou com a orquestra interpretando e dirigindo. Uns braços e umas mãos soberbas, permitiram-se os gestos impossíveis num homem. Cordas, cordas, madeiras, madeiras, um som cheio, pesado, épico, monolítico, como toda a sinfonia.
Maria José Falcão - admirava-lhe a voz (em entrevistas na rádio) mas desconhecia a figura. Ficámos impressionadas com a presença e a delicadeza com que se abraçava ao violoncelo. É mesmo verdade que, em casos de eleição, instrumento e músico são um todo indecifrável e indiferenciável.
Uma palavra ainda para Christian Tetzlaff possuído por Alban Berg.
Estávamos apreensivas quanto a Bruckner. A surpresa quando os 55 minutos da sinfonia de Bruckner passaram num ápice. A maestrina Simone Young, ao segundo andamento deixou a batuta e dançou com a orquestra interpretando e dirigindo. Uns braços e umas mãos soberbas, permitiram-se os gestos impossíveis num homem. Cordas, cordas, madeiras, madeiras, um som cheio, pesado, épico, monolítico, como toda a sinfonia.
Maria José Falcão - admirava-lhe a voz (em entrevistas na rádio) mas desconhecia a figura. Ficámos impressionadas com a presença e a delicadeza com que se abraçava ao violoncelo. É mesmo verdade que, em casos de eleição, instrumento e músico são um todo indecifrável e indiferenciável.
Uma palavra ainda para Christian Tetzlaff possuído por Alban Berg.
Monday, November 22, 2010
Thursday, September 30, 2010
Ruínas de Manuel Mozos
Ontem tive, finalmente, a oportunidade de ver o documentário ruínas. Perdi, nas ruínas do tempo, os comentários que li na altura da sua exibição no circuito comercial. Vi-o em condições especiais. Não as melhores, sob pondo de vista do objecto artístico, mas cenicamente envolventes: um ambiente de pré-ruína ou de obsolescência física. No dizer do perito comentador, ao contrário dos humanos, nos edifícios, a obsolescência social precede a física. Assim foi, uma fábrica que deixou de laborar em 1990 é agora uma ameaça, mostra as entranhas em decadência. A fábrica foi o lugar da exibição.
À noite explicava o filme aos meus filhos. Comunicar a experiência faz parte do seu conhecimento (comentava hoje com uma amiga ao almoço- interessante!) O filme apresenta no presente imóveis abandonados em planos fixos - vários planos para cada situação. O texto que o acompanha relata episódios passados no que foi o presente (aqui entendido como a época viva desses edifícios). Relatos do passado que nos transportam para um passado-presente quando visualizamos o presente-passado dos edifícios.
Inesquecível. Vou vê-lo novamente para confirmar mas não o verei no mesmo cenário.
Os panos negros que cobriam as janelas, a abanar ao vento, fizeram-me recordar as primeiras cenas de "O leopardo".
À noite explicava o filme aos meus filhos. Comunicar a experiência faz parte do seu conhecimento (comentava hoje com uma amiga ao almoço- interessante!) O filme apresenta no presente imóveis abandonados em planos fixos - vários planos para cada situação. O texto que o acompanha relata episódios passados no que foi o presente (aqui entendido como a época viva desses edifícios). Relatos do passado que nos transportam para um passado-presente quando visualizamos o presente-passado dos edifícios.
Inesquecível. Vou vê-lo novamente para confirmar mas não o verei no mesmo cenário.
Os panos negros que cobriam as janelas, a abanar ao vento, fizeram-me recordar as primeiras cenas de "O leopardo".
Friday, September 17, 2010
El olvido que seremos
Ouvi há pouco, no noticiário das 17 horas da antena 2, que Hector Abad Faciolince, tinha ganho um prémio ( de que não recordo o nome) que lhe foi entregue hoje, por António Costa, em Lisboa. Por pura coincidência referi-o ontem aqui. Faço parte dos seus admiradores incondicionais: pela qualidade da escrita, pela seriedade da descrição, pela coragem do testemunho, pela profunda humanidade.
Li-o na língua original, oferecido por amigos colombianos, mas tenho emprestada a edição portuguesa, pelas mãos de um amigo português. Independentemente de tudo, será com certeza, um dos livros da minha vida.
Li-o na língua original, oferecido por amigos colombianos, mas tenho emprestada a edição portuguesa, pelas mãos de um amigo português. Independentemente de tudo, será com certeza, um dos livros da minha vida.
Thursday, September 16, 2010
Colombia e colombianos
Motivada pelos comentários que li em posts anteriores arrisco acreditar na bondade destes lugares e por isso escrevo, ainda, sobre a Colômbia.
Depois de voltar, com um livro oferecido na bagagem, li-o de imediato: " El olvido que seremos" de Hector Abad Facciolince. Relato comovente, profundo e pedagógico de Hector sobre a sua família, destinado a honrar a memória do seu pai. Para mim, mãe e educadora, que têm dúvidas, como acontece a todas as aspirantes a boas mães, este livro disse-me muito. Recordo-me de relatos, passagens carinhosas, cheias de imparcialidade dedicada, que me orientam nas duras tarefas do dia a dia. Dar um beijo ruidoso e impulsivo a um filho, quando ele, racionalmente mereceria um "grande puxão de orelhas", pode ser a atitude mais eficaz. Educar é, antes de mais, sermos expressivos testemunhos de paixão pela vida e incondicionais amantes dos nossos filhos, no melhor e no pior "todos os dias da nossa vida".
Agradeço aos colombianos - apaixonei-me por eles e por Bogotá.
Muito bem escrito, além do mais. Li-o na língua original.
Depois de voltar, com um livro oferecido na bagagem, li-o de imediato: " El olvido que seremos" de Hector Abad Facciolince. Relato comovente, profundo e pedagógico de Hector sobre a sua família, destinado a honrar a memória do seu pai. Para mim, mãe e educadora, que têm dúvidas, como acontece a todas as aspirantes a boas mães, este livro disse-me muito. Recordo-me de relatos, passagens carinhosas, cheias de imparcialidade dedicada, que me orientam nas duras tarefas do dia a dia. Dar um beijo ruidoso e impulsivo a um filho, quando ele, racionalmente mereceria um "grande puxão de orelhas", pode ser a atitude mais eficaz. Educar é, antes de mais, sermos expressivos testemunhos de paixão pela vida e incondicionais amantes dos nossos filhos, no melhor e no pior "todos os dias da nossa vida".
Agradeço aos colombianos - apaixonei-me por eles e por Bogotá.
Muito bem escrito, além do mais. Li-o na língua original.
Thursday, September 02, 2010
Douro


O Douro está na moda - ouvia-o hoje dito por um repórter televisivo. Fui prová-lo. A paisagem do Douro está a mudar, vinhas plantadas no sentido perpendicular à margem, socalcos construídos sem muros de suporte em xisto, rampas oblíquas para ligarem os socalcos: a paisagem do Douro já não é o postal que tinha gravado desde a minha infância.
O que constrói a paisagem? A paisagem deve manter-se fixa no tempo? Como preservar a memória adaptando-a às novas necessidades produtivas? Devemos guardar os "postais" ou temos que fazer postais contemporâneos?
Eu, entendo tudo, mas gostava mais do meu postal de infância.
Sunday, August 15, 2010
Bogotá



Depois do regresso já, por duas vezes, houve atentados em Bogotá.
Percebo-os melhor depois de conhecer a atmosfera pesada e densa que se esconde por trás da vida de Bogotá. A montanha ( cordilheira ocidental dos Andes) tem uma influência imensa no ar que se respira, na luz que invade a cidade, na névoa que a enche.
A cidade situa-se a 2640 metros de altitude. Depois de uma viagem em teleférico de 10 minutos, chegados a Monserrate, 800 metros acima, Bogotá dá-se em toda a sua imensidão.
O ar, necessário para respirar, falta e temos, necessariamente, que mover-nos lentamente para encontrar o olhar intenso, melancólico e profundo de um colombiano.
Daí, talvez, o repetido interesse dos nossos amigos pelo conceito "Saudade".
Estou em crer que, embora eles não tenham a palavra, trazem na alma o sentimento.
Tuesday, July 06, 2010
questões de moda
Os blogues estão mesmo fora de moda!
Talvez esteja na altura de fechar este. Afinal faz cinco anos no dia cinco de Agosto!
Talvez esteja na altura de fechar este. Afinal faz cinco anos no dia cinco de Agosto!
Sunday, June 20, 2010
Jorge Moyano
Grande concerto. Jorge Moyano interpretou Alban Berg, Liszt e Johannes Brahms. Tudo, mas sobretudo a sonata em Si menor de Liszt, foi um dos momentos mais altos e compensadores que se me têm oferecido. Creio que nunca tinha ouvido esta sonata. Alguns dos presentes, que já tinham ouvido outras interpretações, estavam também extasiados com a interpretação. Provavelmente tivemos sorte pela sensibilidade com que fomos surpreendidos. " Após as enigmáticas notas seguidas por silêncios com que a sonata tem início ( e com as quais vai terminar), uma escala descendente arrasta o ouvinte para um universo inquietante". Os silêncios, a inquietação dos silêncios...
Sunday, June 06, 2010
Casa da Música fora de horas
Clubing de Junho. Ontem. Vazio, ou quase, porque as coincidências de programação obrigam-nos a desperdiçar oportunidades ( Serralves em Festa - também lá passei). Mas ontem Magnus Lindberg e a ONP, Alva Noto e Moderat, deixaram-me completamente satisfeita e nas nuvens. Espanto-me perante o poder que alguns tipos de música, diversos e quase diametralmente opostos, exercem sobre mim.
Sunday, May 23, 2010
em torno de um livro
Peguei no livro, no silêncio da casa e li sobre o amor. Sobre o amor fleumático. Aquele amor egoísta, no dizer de Clawdia Cauchat, que a única coisa que almeja é o enriquecimento de nós próprios. Um amor que sabe esperar, mesmo que a espera seja em vão e faz dela um processo de conhecimento humano. “ Podemos falar de dedicação egoísta ou de egoísmo dedicado”, diz Hans Castorp, embora a fronteira entre os dois seja muito ténue. Enquanto o primeiro se aproxima da paixão, que gera o ciúme, que exige a posse, o segundo é paradoxalmente altruísta e egoísta: altruísta porque não exige exclusividade e está centrado no sentimento, no que ele desencadeia; egoísta porque, estando centrado no sentimento, se interessa apenas pelos efeitos do processo no enriquecimento individual daquele que ama.
Sunday, May 16, 2010
Casa da Música ao domingo
Nunca tinha ido aos concertos comentados de domingo na Casa da Música. Fui hoje porque na sexta à noite não pude ir ao concerto da ONP. A Casa da Música estava esgotada. Cheia de miúdos e de adultos. A orquestra vestida informalmente. Antes de começar as vozes infantis enchiam a casa de sons. O silêncio fez-se de imediato depois do anúncio que o espectáculo ia começar.
O concerto à volta de Zoltán Kodáli. Conheci a música de Zoltán Kodáli na Hungria quando lá fui. Associei-o a Béla Bártok e à Hungria, país fascinante com mais ou menos a mesma área e o mesmo número de habitantes que Portugal. Um país cheio de histórias, onde povos e invasões, anexações se misturam.
A Suite de Háry János é também uma história. Colorida, viva, que fala do Império Austro-húngaro e da invasão napoleónica. Nada mais apropriado para uma manhã de festa, domingo de sol.
Conheci o cimbalão, instrumento de cordas percutidas com forma de cravo e som seco de cordas.
Assim se fazem públicos. Aos pais e educadores lembro que esta é uma boa maneira de degustar o domingo de manhã. Fora deste sítio divulga-lo-ei também.
O concerto à volta de Zoltán Kodáli. Conheci a música de Zoltán Kodáli na Hungria quando lá fui. Associei-o a Béla Bártok e à Hungria, país fascinante com mais ou menos a mesma área e o mesmo número de habitantes que Portugal. Um país cheio de histórias, onde povos e invasões, anexações se misturam.
A Suite de Háry János é também uma história. Colorida, viva, que fala do Império Austro-húngaro e da invasão napoleónica. Nada mais apropriado para uma manhã de festa, domingo de sol.
Conheci o cimbalão, instrumento de cordas percutidas com forma de cravo e som seco de cordas.
Assim se fazem públicos. Aos pais e educadores lembro que esta é uma boa maneira de degustar o domingo de manhã. Fora deste sítio divulga-lo-ei também.
Monday, May 10, 2010
Valentina Sereno
A professora que no liceu, talvez, mais me marcou, foi Valentina Sereno - professora de ciências da natureza. Foi minha professora no Carolina Michaëlis. Hoje lembrei-me dela, como me lembro muitas vezes. O que distingue um ser vivo de um ser inanimado? A capacidade de assimilação. Não sei se foi assim que ela me ensinou, foi assim que eu percebi e assim a lembro. Assimilar- capacidade de transformar matéria diferente na sua própria matéria. Hoje lembrei-a ao pensar na capacidade que temos de reflectirmos sobre as nossas experiências incorporando-as na nossa história pessoal.Ficamos mais densos, mais pesados e mais leves, mais desprendidos e mais conscientes do nosso lugar no mundo. Perdida a inocência ganhamos em sabedoria.Ando às voltas com Thomas Man " A Montanha Mágica" e assimilo.
Sunday, May 09, 2010
Galiza
Sunday, May 02, 2010
Nada tem a ver com esperança
Hoje, no meu programa de rádio favorito, ouvi a Maria João Seixas ler um excerto de uma crónica de João Benard da Costa que referia Musil, um dos meus escritores favoritos, mais ou menos assim " Quando se espera muito tempo acontecem coisas que só raramente acontecem." Coisas excepcionais, digo eu. A espera, saber esperar para saber perceber quando elas acontecem. Mas tem que ser uma espera viva e activa. O tema da espera e da vigilância é um tema bíblico, é um tema zen, é um tema temporal.
Eu espero...
Eu espero...
Sunday, April 25, 2010
Thursday, April 22, 2010
sempre o tempo
De vez em quando alguém me lembra a curva do tempo e a da sabedoria. De vez em quando alguém me lembra que enquanto a da sabedoria sobe a do tempo desce. Aqui, tempo entendido como o tempo de vida de um ente. De vez em quando alguém me lembra o paradoxo: devíamos começar quando estamos a acabar.
Será esta a leitura simplista de um humano?
... mas eu não sou capaz de fazer outra!
Será esta a leitura simplista de um humano?
... mas eu não sou capaz de fazer outra!
Sunday, April 11, 2010
Sábado de "Verão"
Começou a época balnear com uma excelente manhã de praia. Começou a época dos prazeres democráticos. Pensava: eu aqui, cheia de sol, de cor e de mar e outros a gastarem os cada vez menos euros a comer hamburguers em centros comerciais! Depois veio a tarde e os nossos corpos a libertarem lentamente o calor e a leveza que tinham acumulado. Depois, um, não tão democrático concerto ( os bilhetes custavam €25,00) na Casa da Música, Arcadi Volodos, muito aplaudido. Mais tarde orientei-me para estudar Ângelo de Sousa o que, decorrendo de obrigação profissional, me deu elevado prazer.
Friday, April 02, 2010
Erich Mendelsohn

Casas em Karolingerplatz; 1922
Gosto assim. Gosto de chegar de uma viagem e de a recompor na primeira pessoa do singular. Li sobre Berlim: sobre a história da arquitectura. Li em italiano, em inglês, em francês. As línguas não me foram estranhas."Architectura Contemporanea I" de Manfredo Tafuri e Francesco Dal Co; Erich Mendelsohn de Bruno Zevi; Hans Scharoun de J. Christoph Bürkle; Berlin The architecture Guide.
Sobretudo Eriche Mendelsohn. Schönberg e Mendelsohn. Mendelshon como o Schönberg da arquitectura: sozinhos na procura de uma arte atonal. Será que tenho de voltar a Berlim? Será que tenho de o ir descobrir a Jerusalém?
Wednesday, March 31, 2010
Berlim



Schinkel, Bruno Taut, Erich Mendelsohn, três dos muitos nomes que marcaram uma das mais interessantes semanas da minha vida, sob todos os pontos de vista. Uma viagem à história da arquitectura, uma mãe realizada, uma mulher completa.
Prometo voltar novamente ao tema mas, entretanto podem ver o flickr da Joana.
Sunday, March 21, 2010
a poesia está na rua
Saí de casa a custo. Ontem ao princípio da noite.
Valeu a pena: da performance prévia, fiquei admirada com a qualidade dos intervenientes, mais do que agradada com o conteúdo. De qualquer modo teve momentos de grande efeito cénico ainda que ajudados pelo fotogénico átrio da Câmara Municipal. Rosa Alice Branco, cheirou-me a alguma coisa. Tratarei de testar o cheiro. Quanto à apresentação, feita pela Professora Doutora, desculpem, mas recordo sobretudo os "pernões"!
Valeu a pena: da performance prévia, fiquei admirada com a qualidade dos intervenientes, mais do que agradada com o conteúdo. De qualquer modo teve momentos de grande efeito cénico ainda que ajudados pelo fotogénico átrio da Câmara Municipal. Rosa Alice Branco, cheirou-me a alguma coisa. Tratarei de testar o cheiro. Quanto à apresentação, feita pela Professora Doutora, desculpem, mas recordo sobretudo os "pernões"!
Saturday, March 20, 2010
A nona de Mahler
Ontem regressei à Casa da Música para ouvir a mais insólita das sinfonias ( do meu conhecimento). Gosto de Mahler. Muitas vezes ouço dizer de Mahler: ou se gosta ou se detesta. Eu faço parte do grupo dos que gostam. Pela mão de Visconti e do Adagietto da Quinta Sinfonia que, também já ouvi dizer aos entendidos, é um andamento que desequilibra o todo, entrei no lado depressivo ou pelo menos melancólico do compositor atormentado. A Nona Sinfonia é da música que melhor transmite estados de espírito, variáveis, mutantes e mutáveis. Mas não é assim a alma humana?
Sem regra e contra a norma, Mahler compõe esta extensa sinfonia ao contrário, com os andamentos lentos no princípio e no fim. Fascina-me como é possível terminar uma sinfonia "em caindo", entrando progressivamente nas trevas (ou no paraíso?), diminuindo sempre até à maior da humana altura. Paradoxalmente.Comovente, sim muito. Sinto-me eleita por me deixar comover com esta música, porque é muito bom, talvez rondando aquela alegria de estar triste que Spúlveda compara à melancolia.Ou que Eugénio de Andrade define como o oiro do dia.
Depois é muito bom ouvir a ONP tocar maduramente.Deve ser tão difícil tocar esta sinfonia e eu gostei muito. Já aqui o disse e confirmo: é um privilégio ter uma orquestra assim na nossa cidade.
Sem regra e contra a norma, Mahler compõe esta extensa sinfonia ao contrário, com os andamentos lentos no princípio e no fim. Fascina-me como é possível terminar uma sinfonia "em caindo", entrando progressivamente nas trevas (ou no paraíso?), diminuindo sempre até à maior da humana altura. Paradoxalmente.Comovente, sim muito. Sinto-me eleita por me deixar comover com esta música, porque é muito bom, talvez rondando aquela alegria de estar triste que Spúlveda compara à melancolia.Ou que Eugénio de Andrade define como o oiro do dia.
Depois é muito bom ouvir a ONP tocar maduramente.Deve ser tão difícil tocar esta sinfonia e eu gostei muito. Já aqui o disse e confirmo: é um privilégio ter uma orquestra assim na nossa cidade.
Sunday, March 14, 2010
Memórias recuperadas
Joana: depois de me armar em técnica consegui recuperar o gira-discos. Foi uma vitória compensada pela recuperação de músicas e memórias. Fazes cá falta - volta depressa para ouvirmos as músicas que agora fazem a vossas delícias e que há trinta anos fizeram as nossas: This Motor Coil, Keith Jarret, Tom Waits, Bob Dylan, Joy Division,Brian Eno, John Cale, montes de Cocteau Twins e Ravel, Bach, Debussy,...
Saturday, March 13, 2010
Midori
Fiquei impressionada com a música e a mulher.Pássaro.
Com a mulher música. Gosto muito do concerto para violino n.º2 de Bach. A mulher música foi toda ela música pássaro. Viva e suave voou e fez voar a música na sala suggia. Nós voamos também muito.
É muito bom ser surpreendida no Porto por um pássaro música.
No intervalo li a sua história na brochura. Também ela me impressionou - alguém que tem o talento e a dedicação de ser embaixatriz da música: " Com o dinheiro que recebeu do prestigiado Avery Fisher Prize (2001) Midori criou mais uma organização sem fins lucrativos em 2003, a Partners Performance." Mais uma, antes já tinha criado duas para bem das comunidades.
Bem haja.
Com a mulher música. Gosto muito do concerto para violino n.º2 de Bach. A mulher música foi toda ela música pássaro. Viva e suave voou e fez voar a música na sala suggia. Nós voamos também muito.
É muito bom ser surpreendida no Porto por um pássaro música.
No intervalo li a sua história na brochura. Também ela me impressionou - alguém que tem o talento e a dedicação de ser embaixatriz da música: " Com o dinheiro que recebeu do prestigiado Avery Fisher Prize (2001) Midori criou mais uma organização sem fins lucrativos em 2003, a Partners Performance." Mais uma, antes já tinha criado duas para bem das comunidades.
Bem haja.
Friday, March 12, 2010
Thursday, March 11, 2010
Wednesday, March 10, 2010
pequenos prazeres
chegar a casa cedo
acolher amigos
recuperar um gira-discos arqueológico
(ficou pela metade)
fazer suspiros
esperar visitas breves para conviver em pré-jantar
ter em casa o melhor arquitecto espanhol da actualidade
presunção?
acolher prendas com o coração
dar prendas compradas com o coração
jantar em célula mínima familiar
arrumar
lembrar
subir
para descontrair e ler
"A Montanha Mágica"
grandes prazeres!
acolher amigos
recuperar um gira-discos arqueológico
(ficou pela metade)
fazer suspiros
esperar visitas breves para conviver em pré-jantar
ter em casa o melhor arquitecto espanhol da actualidade
presunção?
acolher prendas com o coração
dar prendas compradas com o coração
jantar em célula mínima familiar
arrumar
lembrar
subir
para descontrair e ler
"A Montanha Mágica"
grandes prazeres!
Tuesday, March 09, 2010
Monday, March 08, 2010
Praising the Queen (em inglês)
last year, when meryl lost the oscar to kate (and that at least was fair, since kate is a fairly good actress) me and miguel thought about making a tshirt saying "i won an oscar to meryl streep" since everyone in hollywood has, almost. this year i'm doing it. and i might add up "(and i didn't deserve it)". the thing is sandra bullock is a crap of an actress, come on! the thing is, everyone praises meryl with speeches about how she is the best and so on but no one actually seems to treasure her enough to give her what she deserves, just because she has some already. it is not fair. just because we all already know that everything she touches turns to gold, that doesn't mean she does not deserve the gold itself. just because she is so much better than all the others, and that everyone thinks they don't have a chance against her, they ignore her, pretend that the greatest isn't also running for the award. if she is the best, then let her be so. most of you might think she's overrated, i think she's underrated. everyone takes the woman for granted and if, one day, something bad happens everyone will be crying, just saying, because they didn't give her her 3rd oscar on the right time. her career took off again lately, so please ackownlegde that. hollywood you depress me even more when you don't give colin firth an oscar too. and i am sleepy, since i've only slept two hours and a half to see jeff bridges and sandra bullock walk away with the award. at least james cameron did not win. now i wanna see what is the next big film meryl will be in, that will obviously give her another nomination and hopefully win. meanwhile, i enjoyed my journey through all her filmatography. that woman is a pleasure and a joy to watch. she is, indeed, the best (living actress).Monday, March 01, 2010
Barcelona 2010 - Guiding Architects
Wednesday, February 24, 2010
Sobre o derreter do gelo
Is it premature to rejoice at the end of Winter? Probably. But today the melting continued on the streets, revealing, in archaeological detail, layers of fag butts, dog’s poo and general grime. The bottom layer is comprised almost entirely of spent fireworks from New Year’s worryingly Health-and-Safety-free celebrations.
lido aqui. A última camada é do ano passado, vejam lá.
lido aqui. A última camada é do ano passado, vejam lá.
Monday, February 08, 2010
A sala de vidro - Simon Mawer (II)
Onde nos leva um livro?
Pelos menos óbvios caminhos este livro chegou às minhas mãos. Prenda de anos de um não arquitecto. Também não foi pelo autor! Talvez pela fotografia da capa da edição portuguesa. Também a fotografia nada tem em comum com o conteúdo. Porque a fotografia da capa é das casas desenhadas por Le Corbusier em Weisendorf e a casa descrita no livro a Casa Tughentad de Mies Van der Rohe em Brno, actualmente República Checa. (Re)Descobri a Casa. Comparei a sua história real com a história ficcionada por Simon Mawer. À parte alguma superficialidade em relação ao trabalho do arquitecto, lida como profundeza se pensarmos que escrita por um biólogo ( ao que julgo saber é essa a profissão de base do escritor) comoveu-me a narrativa que prepassa os tumultos da história da europa central entre 1930 e 1960. Configurações políticas e administrativas diversas mas, também, uma invejável vontade de modernidade: na cultura e nos costumes - transfiguradas em forma na casa Tughentad.
Resta-me agora uma viagem a Brno para a sentir de perto: perfeita, essencial, tão boa para viver quanto mais formos capazes de acolher o conforto do mínimo.
Pelos menos óbvios caminhos este livro chegou às minhas mãos. Prenda de anos de um não arquitecto. Também não foi pelo autor! Talvez pela fotografia da capa da edição portuguesa. Também a fotografia nada tem em comum com o conteúdo. Porque a fotografia da capa é das casas desenhadas por Le Corbusier em Weisendorf e a casa descrita no livro a Casa Tughentad de Mies Van der Rohe em Brno, actualmente República Checa. (Re)Descobri a Casa. Comparei a sua história real com a história ficcionada por Simon Mawer. À parte alguma superficialidade em relação ao trabalho do arquitecto, lida como profundeza se pensarmos que escrita por um biólogo ( ao que julgo saber é essa a profissão de base do escritor) comoveu-me a narrativa que prepassa os tumultos da história da europa central entre 1930 e 1960. Configurações políticas e administrativas diversas mas, também, uma invejável vontade de modernidade: na cultura e nos costumes - transfiguradas em forma na casa Tughentad.
Resta-me agora uma viagem a Brno para a sentir de perto: perfeita, essencial, tão boa para viver quanto mais formos capazes de acolher o conforto do mínimo.
Wednesday, February 03, 2010
Corpo inteiro
Não se queixem! Às vezes desconfio, as mais das vezes desconfio que este lugar (sítio) é pouco visto, visitado e gostado.
Bem.
Muitas vezes pequenas reflexões diárias poderiam vir para aqui - vão para outros espaços. Quase sempre para o limbo. Não saem deste espaço estrelar, constelativo, que é o conjunto dos meus pensamentos.
UM: o corpo não é uma arma de arremesso ou um objecto para a sedução - no meu entendimento. Quanto mais consciente estiver, enquanto todo e não uma parte do todo, enquanto resultado e não somatório de parcelas, mais sentido faz. O Yoga tem-me feito sentir assim ainda que, muitas vezes, o atraiçoe e violente. Não sou perfeita.
Bem.
Muitas vezes pequenas reflexões diárias poderiam vir para aqui - vão para outros espaços. Quase sempre para o limbo. Não saem deste espaço estrelar, constelativo, que é o conjunto dos meus pensamentos.
UM: o corpo não é uma arma de arremesso ou um objecto para a sedução - no meu entendimento. Quanto mais consciente estiver, enquanto todo e não uma parte do todo, enquanto resultado e não somatório de parcelas, mais sentido faz. O Yoga tem-me feito sentir assim ainda que, muitas vezes, o atraiçoe e violente. Não sou perfeita.
Saturday, January 23, 2010
temporada de 2010
Depois de duas desilusões, no início do ano, voltei hoje à Casa da Música.
Voltei à casa que conheço. Um público sereno mas sedento daquilo que de especial o lugar e o contexto oferecem. Concerto número para piano de Chopin interpretado por Boris Giltburg ( só dois anos mais velho que tu Joana!)
Pelo meio do cansaço e do sono, presença permanente no início do fim de semana,levou-me. Fez-me bem. Depois Dvorak. É interessante que Dvorak já foi um dos meus compositores favoritos - hoje não.
Voltei à casa que conheço. Um público sereno mas sedento daquilo que de especial o lugar e o contexto oferecem. Concerto número para piano de Chopin interpretado por Boris Giltburg ( só dois anos mais velho que tu Joana!)
Pelo meio do cansaço e do sono, presença permanente no início do fim de semana,levou-me. Fez-me bem. Depois Dvorak. É interessante que Dvorak já foi um dos meus compositores favoritos - hoje não.
Thursday, January 21, 2010
Monday, January 18, 2010
Haiti
Sobre o Haiti: o meu pensamento recorrentemente se desvia para lá.
Ontem, ao de leve, ouvi em "Um certo olhar" qualquer coisa e reflecti.
Como é possível que num mundo tão desenvolvido isto aconteça? Não a catástrofe, mas o que possibilita que a catástrofe se manifeste desta maneira e o que acontece depois dela. A montante: prevenção. A jusante: socorro. A montante: tudo ruiu porque nada estava prevenido. A jusante: a ajuda está no aeroporto e as pessoas morrem de fome e não podem valer aos seus feridos e mortos.
Que sociedade é esta?
Ontem, ao de leve, ouvi em "Um certo olhar" qualquer coisa e reflecti.
Como é possível que num mundo tão desenvolvido isto aconteça? Não a catástrofe, mas o que possibilita que a catástrofe se manifeste desta maneira e o que acontece depois dela. A montante: prevenção. A jusante: socorro. A montante: tudo ruiu porque nada estava prevenido. A jusante: a ajuda está no aeroporto e as pessoas morrem de fome e não podem valer aos seus feridos e mortos.
Que sociedade é esta?
Sunday, January 17, 2010
segredos
Diz-me outra vez
Como me vês
Sem confronto
Resta a imagem
Virtual ou ao invés
Sem saber como me vês
Serei apenas miragem
Devorada pela entropia
Exagero a miopia
Poço escuro abafado
Onde a acalmia
Mais soa a enfado
Do que a qualquer
Pressentida sintonia
Rota
invertida
Desfocada
Pouco querida
Mal amada
Sem saber como me vês
Serei miragem outra vez
Como me vês
Sem confronto
Resta a imagem
Virtual ou ao invés
Sem saber como me vês
Serei apenas miragem
Devorada pela entropia
Exagero a miopia
Poço escuro abafado
Onde a acalmia
Mais soa a enfado
Do que a qualquer
Pressentida sintonia
Rota
invertida
Desfocada
Pouco querida
Mal amada
Sem saber como me vês
Serei miragem outra vez
Aforismos pós-modernos
Sabes qual é o problema do nosso mundo? É que o pão é barato mas as facas e a manteiga são caras!
Fui surpreendida por esta máxima pouco depois das oito da manhã quando levava os "miúdos" à escola.
Fui surpreendida por esta máxima pouco depois das oito da manhã quando levava os "miúdos" à escola.
Wednesday, January 13, 2010
Kiwi
Devorei kiwi's!
Fruto estranho - criado pelo homem? Mas vem de onde? Não é parecido com nada - nem laranja, nem banana. É parecido com o quê? Sabe a quê?
Hoje ofereceram-me kiwi's deliciosos. Criados nos quintais do feio e renegado Vale do Ave. São deliciosos no paladar e foi ... mais deliciosa a oferta!
Fruto estranho - criado pelo homem? Mas vem de onde? Não é parecido com nada - nem laranja, nem banana. É parecido com o quê? Sabe a quê?
Hoje ofereceram-me kiwi's deliciosos. Criados nos quintais do feio e renegado Vale do Ave. São deliciosos no paladar e foi ... mais deliciosa a oferta!
Monday, January 11, 2010

O meu Samurai foi-se hoje de manhã. Morreu. Espero que não tenha sofrido tanto como eu acho que deve ter sofrido. A vida levou-o desta para melhor. O avô disse-me que ele está no céu dos gatos. Aqui tenho tido saudades do meu gatinho. Agora vou ter saudades sempre. Já não há quem me aqueça os pés e já não há quem mie para sair do quarto às 7 da manhã. Estou absolutamente partida e a semana e o ano só está a começar. E adoro-te, Samuraizinho.
Friday, January 01, 2010
2010
Somos estrelas de muitas pontas. Temos um centro grande, feito de intersecções.(Acabou de entrar um gato em casa!)Quanto maior for o núcleo - maior a concentração de pontos no nosso núcleo estrelar, melhor entendemos o mundo, os mundos. Porque os nossos mundos são muitos ainda que coincidentes no tempo e no espaço.
O último do dia do ano interceptou - um Mestre, outro Mestre (mais próximo), um companheiro, um amigo (companheiro de vida), um presidente, um colega de trabalho, Kavafy, Daniel Faria, Herberto Helder, gregos, Grécia, os meus filhos, quatro mensagens de outras pontas estrelares ( algumas mais e outras menos nucleares),os meus pais...e a Sr.ª Rosalina na memória do tempero do peixe que iremos comer no dia de Ano Novo - 2010!
... e Jorge de Sena com quem comecei o último dia de 2009 e com quem dormirei no primeiro dia de 2010.
Bom ano Joana e Pedro e... tudo e todos mais...
O último do dia do ano interceptou - um Mestre, outro Mestre (mais próximo), um companheiro, um amigo (companheiro de vida), um presidente, um colega de trabalho, Kavafy, Daniel Faria, Herberto Helder, gregos, Grécia, os meus filhos, quatro mensagens de outras pontas estrelares ( algumas mais e outras menos nucleares),os meus pais...e a Sr.ª Rosalina na memória do tempero do peixe que iremos comer no dia de Ano Novo - 2010!
... e Jorge de Sena com quem comecei o último dia de 2009 e com quem dormirei no primeiro dia de 2010.
Bom ano Joana e Pedro e... tudo e todos mais...
Thursday, December 31, 2009
Monday, December 28, 2009
Tuesday, December 15, 2009
Joana, a desejada
De um pequeno canteiro português para o centro da Europa, hoje que já foi ontem, direi que faltou uma pedra angular na construção que sonhamos... e que vamos construindo!
Wednesday, December 02, 2009
Wednesday, November 25, 2009
Friday, November 20, 2009
O moderno

No fim de semana passado fomos a Dessau, à Bauhaus. É aquela coisa que estudamos nos livros, à qual damos toda a importância. É o ínicio da minha profissão, é a revolução na profissão dos meus mais. A Bauhaus é um marco. Sabe bem poder andar nos corredores da escola. Sabe bem ver as varanda em que foram tiradas tantas fotografias. Sabe bem estar na sala do (meu mestre) Kandinsky e sabe bem entrar no quarto do (meu mestre) Klee. Sabe bem ir às bases, mesmo que ainda seja um modernismo confuso, um modernismo de papel, concretizado em casas modelo. Sabe bem ver aquelas cores deles tornarem-se o meu parque infantil. E, sabe bem, depois disto, deitar o olho, no Domingo, ao Corbusier. O expoente, o mestre, o maior.
Tuesday, November 17, 2009
Entrar
Entrar dentro para ver por fora. Entrar no interior para ver o exterior. Entrar para ver tudo - o dentro e o fora. Entrar poeticamente para encontrar o essencial. Olhar poeticamente para ver a alma.Entrar conduzido para não profanar. Educar os olhos da alma. Entrar...
Sunday, November 15, 2009
dias de chuva?
Pelos vistos ontem perdi um concerto magnífico! Escolhas...ontem tive um dia magnífico que se prolongou pelo hoje... apesar da chuva. Parece impossível!
Akademie für Alte Musik Berlin - para mim óptimo. Música celestial... e depois em Berlin está uma quarta parte de mim.
Akademie für Alte Musik Berlin - para mim óptimo. Música celestial... e depois em Berlin está uma quarta parte de mim.
Saturday, November 14, 2009
Thursday, November 12, 2009
escolhas
Quando há muitas possibilidades de escolha a nossa liberdade prolonga-se até ao infinito.
Pode ser livre quem tem fome? Pode ser livre quem tem que transpor "o muro" para chegar ao outro lado? Pode ser livre quem percorre as estradas da morte? pode ser livre quem só tem um caminho?
Acabei de ler Palestina. Passado na Cisjordânia.Onde ainda "o muro" não caiu. Lá, a liberdade está na decisão sobre a nossa própria morte. Ela será a única liberdade - ou talvez a Liberdade!
Pode ser livre quem tem fome? Pode ser livre quem tem que transpor "o muro" para chegar ao outro lado? Pode ser livre quem percorre as estradas da morte? pode ser livre quem só tem um caminho?
Acabei de ler Palestina. Passado na Cisjordânia.Onde ainda "o muro" não caiu. Lá, a liberdade está na decisão sobre a nossa própria morte. Ela será a única liberdade - ou talvez a Liberdade!
Wednesday, November 11, 2009
Monday, November 09, 2009
Saturday, November 07, 2009
À Volta do Barroco
Voltei à Casa já há algum tempo. O ciclo à Volta do Barroco contínua a ser retemperante.
Ontem e hoje, dois concertos muito bons. Rever Andreas Steir e ver Daniel Sepec. Com eles mergulhar no fim do séc. XVIII e perceber outros sons que, relidos com alma de hoje, elevam a vida.
Do outro lado, deste lado e neste tempo, as coisas não são tão boas. Hoje levei a minha mãe e quando regressávamos falamos de tristezas. Talvez a gente só herde o lado bom do final do século XVIII. Assim seja, o que dói, o que fere, o que soterra, fica nas trevas do tempo.
Será que os meus filhos só vão recordar de 2009 o que é bom?
Ontem e hoje, dois concertos muito bons. Rever Andreas Steir e ver Daniel Sepec. Com eles mergulhar no fim do séc. XVIII e perceber outros sons que, relidos com alma de hoje, elevam a vida.
Do outro lado, deste lado e neste tempo, as coisas não são tão boas. Hoje levei a minha mãe e quando regressávamos falamos de tristezas. Talvez a gente só herde o lado bom do final do século XVIII. Assim seja, o que dói, o que fere, o que soterra, fica nas trevas do tempo.
Será que os meus filhos só vão recordar de 2009 o que é bom?
Friday, November 06, 2009
Saturday, October 31, 2009
Passeio da Cultour
Como parte interessada...e não só!
Porque acredito que esta visita vai ser inesquecível, procurem em www.cultour.com.pt.
Se não garantirmos 30 inscrições a viagem não se realiza.
Porque acredito que esta visita vai ser inesquecível, procurem em www.cultour.com.pt.
Se não garantirmos 30 inscrições a viagem não se realiza.
Tuesday, October 27, 2009
Parabéns
Parabéns a Você! Aqui o dia 26 terminou a 27. As saudades apertam quando a mulher do centro da Europa adquire mais um ano!
Friday, October 23, 2009
Gostos
Será que há alguma coisa em comum nas pessoas com os mesmos gostos musicais? Pergunto-me. O que é certo é que, às vezes como agora, ouço alguém falar das suas preferências, e elas aparecem, umas atrás de outras, como as contas de um rosário que eu também rezo.
Tuesday, October 20, 2009
Siza e Saramago
Nós, os portugueses, somos os melhores. Não será preciso evocar Siza e Saramago para perceber que somos os melhores, dos melhores. Mas Siza, para além de ser (um) O melhor arquitecto do mundo, mantém uma atitude exemplar: continua a ser o que sempre foi, a respeitar, a perceber que o que o distingue é o trabalho, o seu trabalho. Saramago, está "chéché" ou então procura qualquer evidência para se destacar. Se não vende os seus livros pelo valor intrínseco, faz declarações polémicas, vende porque provoca!
ainda bem que sou arquitecta e que sempre fui imune a Saramgo(s!
ainda bem que sou arquitecta e que sempre fui imune a Saramgo(s!
Thursday, October 15, 2009
O meu sogro
Hoje ao jantar recordamos...
a história de um homem singular que está por contar. Artista plástico, excepcionalmente dotado, que estabeleceu conceitos, que pintou, que esculpiu, que fez cerâmica, que foi pedagogo, que criou os filhos num ambiente fértil de imagens, de texturas, de histórias, de brincadeiras feitas de improviso e de factos. Acreditou. Construiu uma fábrica de cerâmica, a DEVICA, que produziu grês utilitário de sucesso, especialmente inspirado nos países nórdicos, com operários locais com o saber tradicional. Barcelos, Viana.
Também eu usufrui da parte final desta experiência. A Joana colheu a infância entre as peças, os cacos, o António rodista.
Seremos capazes de honrar a herança?
a história de um homem singular que está por contar. Artista plástico, excepcionalmente dotado, que estabeleceu conceitos, que pintou, que esculpiu, que fez cerâmica, que foi pedagogo, que criou os filhos num ambiente fértil de imagens, de texturas, de histórias, de brincadeiras feitas de improviso e de factos. Acreditou. Construiu uma fábrica de cerâmica, a DEVICA, que produziu grês utilitário de sucesso, especialmente inspirado nos países nórdicos, com operários locais com o saber tradicional. Barcelos, Viana.
Também eu usufrui da parte final desta experiência. A Joana colheu a infância entre as peças, os cacos, o António rodista.
Seremos capazes de honrar a herança?
Sunday, October 11, 2009
Book crossing em Berlim


Este foi o stand the book crossing com que me cruzei hoje aqui em Berlim. Acho-o maravilhoso. Só não tinha livros em português ou inglês.
Noutra nota: eu vou ter de ensinar o meu país a votar, é? Quando não ganha um corrupto, ganha um bronco. Lá vai o Porto mais quatro anos. Pobres, velhos, destruídos, sem esperança, sem rumo. A esperança que existia vem para o meu lado, que de Berlim a Bruxelas é um salto. Daqui a quatro anos volto a ponderar deixar de ser emigrante. Que vergonha, que tristeza.
Tuesday, October 06, 2009
Sunday, October 04, 2009
outros tempos

Sinto, com cada vez mais premência, que já não tenho idade para correr atrás do tempo. Para encher de factos, acontecimentos, actividades o tempo que se esgota como a areia que descai na passagem estreita e discreta da ampulheta. Prefiro antes conquistar o tempo ao tempo para calmamente ver a areia a cair.
Quando como hoje, felizmente, tenho a oportunidade de ir até ao interior de Portugal, se se pode chamar interior a 100 km de distância da costa, sinto que a vida, somatório de tempo percorrido, faz outro sentido. Apesar da globalidade, que se traduz em conectividade de qualquer com qualquer parte do mundo, existe realmente um modo mais verdadeiro de viver, no qual a contagem do tempo, deixa de ter, ou pelo menos, tem outro sentido.
Porque desafiamos o tempo nas correrias que empreendemos nas cidades? Será que ainda não entendemos que Einstein tinha razão - que a velocidade encurta o tempo?
Friday, October 02, 2009
Thursday, September 24, 2009
La douce
Percebi. Achei bem: música, imagem, texto, representação,movimento, tudo a uma só voz. Voz, canto ou dito. O discurso era o canto, ou era o dito, ou era a imagem, ou era o movimento? Era tudo.
Mas fez-me lembrar a célebre resposta de Fernando Távora a Nuno Portas: "Percebo tudo. Mas é tão feio!"
No caso presente eu exclamo: "Percebo tudo, mas é uma seca."
Mas fez-me lembrar a célebre resposta de Fernando Távora a Nuno Portas: "Percebo tudo. Mas é tão feio!"
No caso presente eu exclamo: "Percebo tudo, mas é uma seca."
Wednesday, September 23, 2009
Em Berlim tudo bem. Escrevo enquanto a mãe não vem ao skype. O trabalho é puxado mas a rotina começa a chegar e vou ficando mais e mais habituada. Superei alguns medos já: abri programas que nunca tinha aberto, arranhei umas três palavras em alemão, começo a andar sem mapa. As semanas passam rápido, os fins de semana a correr. Fui ver a Meryl no Domingo passado (o filme ainda não estreou aí) e saí de lá feliz. Hoje escapei-me mais cedo do trabalho e fiz a ronda a umas lojas e galerias. Gastei 8.54 euros no supermercado e até enchi a prateleira. Daqui a pouco devo ver o Arrested Development, que a Mafalda me gravou antes de vir para cá, e prometo-vos, em breve, começar a desbobinar as manias alemãs. Até amanhã, ou assim.
Sunday, September 20, 2009
Friday, September 18, 2009
Thursday, September 10, 2009
A fresquinha da tarde
Quando, há muitos anos, passávamos grande parte do verão em Melcões o calor via-se no ar: os contornos da aldeia tremiam quando passavam pelo filtro do ar quente. O meu avô Francisco, de barriga proeminente, camisa arregaçada e calças subidas suspensas em suspensórios, sentava-se no alpendre à espera da "fresquinha das três". Às três da tarde, invariavelmente, corria uma brisa que refrescava o corpo ... e a alma. Confirmámo-lo nós também os netos que, eram obrigados a fazer a sesta para dormir! Enganávamos as horas a contar os pregos do tecto de ripas de madeira.
Hoje o "tecto" baixou. O céu está perto. O céu está azul débil. Estamos fechados no tempo e no espaço... desta casa em Setembro do dito ano de 2009.
Às três horas correu a fresquinha da tarde.
Hoje o "tecto" baixou. O céu está perto. O céu está azul débil. Estamos fechados no tempo e no espaço... desta casa em Setembro do dito ano de 2009.
Às três horas correu a fresquinha da tarde.
Wednesday, September 09, 2009
Wednesday, September 02, 2009
Ladrões de palavras
As moscas andam malucas.
Jean Daniel dizia agora, em entrevista dada a Mário Soares, Sarkosy "rouba as nossas palavras mas não aplica as nossas ideias".
Ladrões de palavras, tantos...
Jean Daniel dizia agora, em entrevista dada a Mário Soares, Sarkosy "rouba as nossas palavras mas não aplica as nossas ideias".
Ladrões de palavras, tantos...
Saturday, August 29, 2009
Bibliografia
Preparo as aulas que irei começar em breve. A bibliografia é um capítulo. Ando às voltas com os livros que me vêm à memória e com outros que os autores que leio referenciam. O que leio nunca me satisfaz pelo todo. São sempre partes, experiências pessoais e limitadas, que se conceptualizam em ideias.
Penso: o conhecimento total, que nos leva à ideia total, não existe. Por isso, tudo o que leio advém da teorização/reflexão/conceptualização sobre a limitada experiência e conhecimento humanos, de quem os produz. Assim o mais relevante para a teorização é a experiência, o conhecimento empírico, transformado em conceito.
Quanto maior for a nossa experiência mais completo será o nosso conceito, mais sintética será a nossa reflexão. Com sintética refiro a complexa e condensada - simples.
Deduzo: mais importante para a produção do conceito é o método e não a experiência/ conhecimento. Se tivermos um método um modo estruturado de pensamento o resultado será sempre um conceito interessante e diferente, quanto o são as nossas histórias e contextos.
Concluo que o importante na biografia que irei utilizar é a diversidade de abordagens, o relato de experiências, matéria sobre cada qual deverá refletir para produzir os alicerces necessários à criação.
Penso: o conhecimento total, que nos leva à ideia total, não existe. Por isso, tudo o que leio advém da teorização/reflexão/conceptualização sobre a limitada experiência e conhecimento humanos, de quem os produz. Assim o mais relevante para a teorização é a experiência, o conhecimento empírico, transformado em conceito.
Quanto maior for a nossa experiência mais completo será o nosso conceito, mais sintética será a nossa reflexão. Com sintética refiro a complexa e condensada - simples.
Deduzo: mais importante para a produção do conceito é o método e não a experiência/ conhecimento. Se tivermos um método um modo estruturado de pensamento o resultado será sempre um conceito interessante e diferente, quanto o são as nossas histórias e contextos.
Concluo que o importante na biografia que irei utilizar é a diversidade de abordagens, o relato de experiências, matéria sobre cada qual deverá refletir para produzir os alicerces necessários à criação.
Monday, August 24, 2009
mar
Acabei ontem, hoje, pelas quatro da manhã "O Templo Dourado". Há um ano lia "O retrato de Dorian Grey". "O Templo Dourado" fez-me lembrar "O Retrato de Dorian Grey". " Do ponto de vista do conhecimento a Beleza não é nunca um consolo. Pode ser uma mulher, pode ser uma esposa, não é nunca um consolo. Porém, do casamento do conhecimento com essa Beleza que não é um consolo, alguma coisa nasce. Algo de efémero, semelhante a uma bolha, contra o qual não podemos fazer absolutamente nada. Sim, algo nasce; e é aquilo a que as pessoas chamam ARTE." Pág. 192
Hoje levei para a praia o livro e reli passagens, sob o céu cinzento que o mar absorvia todo. Mergulhei no mar, no céu e na terra, na água. Aliei conhecimento e beleza - fiquei reduzida a uma alga que se enreda no mar.
Hoje levei para a praia o livro e reli passagens, sob o céu cinzento que o mar absorvia todo. Mergulhei no mar, no céu e na terra, na água. Aliei conhecimento e beleza - fiquei reduzida a uma alga que se enreda no mar.
Thursday, August 20, 2009
hoje, de manhã
Como sempre ouvia a antena 2. Fiquei no parque de estacionamento até que...
" Vida intensa e breve
- pensou a lebre saltando
sobre as ervas do mundo"
assim ouvi o poema de José Agostinho Baptista. Não sei a métrica, ouvi-a deste modo e responderam-me duas das três pessoas a quem o mandei. A mensagem de uma não divulgo por descrição, a de outra divulgo:
" Caem os sonhos um a um
e o sangue estremece.
Caem e ficam no chão
De quem os morde e os esquece.
Farto da seiva, do dia
amadurece."
Eugénio de Andrade
Um dos tais momentos em que o tempo se dilata até ao infinito!
" Vida intensa e breve
- pensou a lebre saltando
sobre as ervas do mundo"
assim ouvi o poema de José Agostinho Baptista. Não sei a métrica, ouvi-a deste modo e responderam-me duas das três pessoas a quem o mandei. A mensagem de uma não divulgo por descrição, a de outra divulgo:
" Caem os sonhos um a um
e o sangue estremece.
Caem e ficam no chão
De quem os morde e os esquece.
Farto da seiva, do dia
amadurece."
Eugénio de Andrade
Um dos tais momentos em que o tempo se dilata até ao infinito!
Tuesday, August 18, 2009
a teia
Quando a teia se aperta constrói um tecido.
Às vezes a teia deve ser larga. É bom que o seja. Cada ponto, cada entidade vagueia na teia, vê-a, deriva, dança... quando está a cair a teia aperta e a entidade agarra-se a um nó. A teia alarga, a entidade é livre, descai controladamente. Há sempre um nó por perto. A teia construímo-la e constrói-se, por si só, sem darmos conta. A teia é mais real que a entidade. A teia existe......................a entidade volatiliza-se!
Às vezes a teia deve ser larga. É bom que o seja. Cada ponto, cada entidade vagueia na teia, vê-a, deriva, dança... quando está a cair a teia aperta e a entidade agarra-se a um nó. A teia alarga, a entidade é livre, descai controladamente. Há sempre um nó por perto. A teia construímo-la e constrói-se, por si só, sem darmos conta. A teia é mais real que a entidade. A teia existe......................a entidade volatiliza-se!
Tuesday, August 11, 2009
hoje
Isto complica-se. O sol aperta. finalmente o calor de verão apela a outros hábitos...de férias! Hoje, depois de um daqueles imponderáveis a que todos, os vivos, estamos sujeitos, fui passear pela Avenida - Espaço T. Gostei.
Gostei da ideia, gostei de algumas das personalizações, sobretudo as mais conceptuais. Nomes conhecidos, desconhecidos, mas nomes. Personagens, o mais interessante é que sejam indiferentes, multi, como agora se usa, multidão. são tantos que a imagem que fica é a de tantos, apenas e somente.
Nos hiatos do dia lembrava-me do meu Tio.Da dignidade que sempre representou ( representar, até parece que era teatro!) mas não! Representou no sentido de referência. O meu tio que na festa dos cinquenta anos de casamento disse a diferença: Não te amo porque preciso de ti. Preciso de ti porque te amo. Hoje a minha tia, uma Senhora, suspirava e dizia " Não era isto que eu queria!" Ninguém deseja a morte dos que se amam.
Gostei da ideia, gostei de algumas das personalizações, sobretudo as mais conceptuais. Nomes conhecidos, desconhecidos, mas nomes. Personagens, o mais interessante é que sejam indiferentes, multi, como agora se usa, multidão. são tantos que a imagem que fica é a de tantos, apenas e somente.
Nos hiatos do dia lembrava-me do meu Tio.Da dignidade que sempre representou ( representar, até parece que era teatro!) mas não! Representou no sentido de referência. O meu tio que na festa dos cinquenta anos de casamento disse a diferença: Não te amo porque preciso de ti. Preciso de ti porque te amo. Hoje a minha tia, uma Senhora, suspirava e dizia " Não era isto que eu queria!" Ninguém deseja a morte dos que se amam.
Thursday, August 06, 2009
de musil a mishima
“ Não faço a mínima ideia!” respondi eu; e tentei descobrir quais as razões que me levavam a sentir tanta satisfação em semear a dúvida no espírito das pessoas. Para mim, pelo menos, não existia sombra de dúvida; o caso era claríssimo: os meus sentimentos também tinham o seu gaguejar! Havia sempre uma diferença temporal entre o facto e eles. Consequentemente, havia de um lado a morte de meu pai e do outro a minha tristeza, nitidamente separados, isolados, sem a mínima interferência. O mais pequeno desvio, o mais leve atraso e, infalivelmente, o facto e a reacção afectiva seriam separados, o que em mim é provavelmente um estado fundamental.
O desgosto que sinto, quando existe desgosto, cai-me em cima sem dizer “água vai!” e sem razão; é totalmente independente de um acontecimento ou de qualquer causa.” O templo Dourado; Yukio Mishima; Assírio e Alvim; pág.39/40
Vagueio nos espaços entre Musil e Mishima, apesar de tudo a todas as horas.
O desgosto que sinto, quando existe desgosto, cai-me em cima sem dizer “água vai!” e sem razão; é totalmente independente de um acontecimento ou de qualquer causa.” O templo Dourado; Yukio Mishima; Assírio e Alvim; pág.39/40
Vagueio nos espaços entre Musil e Mishima, apesar de tudo a todas as horas.
Tuesday, August 04, 2009
as férias dos outros
Quando todos os outros foram, estão ou vão de férias, refugio-me na ideia deque as minhas férias serão as dos outros! Complicado, muito complicado. Perspectivava uma semana em cidade da europa, à deriva lá para Outubro. Parece que não. Tudo se conjuga para me manter presa aqui pelo menos até Fevereiro de 2010.
Fugas: aproveitar ao máximo os fins de semana para banhos de mar; não faltar às aulas de yoga; guardar o máximo de tempo para ler ficção; encontrar espaços dentro do tempo.
Hoje estive meia hora dentro do carro com o livro na mão e com os ouvidos na música entrecortada por Ruy Belo: "À margem da Alegria" dedicado a Pedro e Inês.
Será que este blog continuará a ter lugar?
Fugas: aproveitar ao máximo os fins de semana para banhos de mar; não faltar às aulas de yoga; guardar o máximo de tempo para ler ficção; encontrar espaços dentro do tempo.
Hoje estive meia hora dentro do carro com o livro na mão e com os ouvidos na música entrecortada por Ruy Belo: "À margem da Alegria" dedicado a Pedro e Inês.
Será que este blog continuará a ter lugar?
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