Saturday, April 25, 2009

25 de Abril!

ouçam: "a arte fascista faz mal à vista".

25 de
ABRIL
SEMPRE!

25 de Abril de 2009

Tuesday, April 21, 2009



Lá fez muito mais sentido: as pedras à proa, os vinhedos sem fim, a plenitude da natureza e o rosmaninho esplendoroso
"e cada hora a mais gasta no caminho"

Tuesday, April 14, 2009

contrastes



Depois de um magnífico passeio à beira mar apresentam-se-nos estes "magníficos" quartos de banho - os únicos entre Espinho e a Granja!

Monday, April 13, 2009

Gulbenkian

A propósito de Darwin deambulamos pelos jardins da Gulbenkian. Os Jardins da Gulbenkian são outro dos espaços democráticos, abertos ao público que lá quer ir, que nos transportam para um mundo melhor, muito melhor. Comentávamos que jardins e edifício são um todo, se interligam sem dialogar: o diálogo pressupõe a existência de duas entidades. Aqui passamos do interior ao exterior e do exterior ao interior sem passagem - quando estamos num já estamos noutro.
Espaço de boa arquitectura, do que de melhor se fez na década de sessenta ( foi inaugurado em 1969) usando as melhores técnicas construtivas e tecnologias, é sinónimo da qualidade da arquitectura portuguesa. Pouco valorizado pela comunidade disciplinar vem, com o passar dos anos, conquistando o seu devido lugar na história da arquitectura portuguesa. Projectada por Alberto Pessoa, Pedro Cid e Rui Athougia com jardins de Gonçalo Ribeiro Teles.

Sunday, April 05, 2009

O maior pecado

Como é possível dizer que as declarações do papa acerca do preservativo foram boas porque levaram as pessoas a reflectir sobre o maior pecado do século XX: a liberalização do sexo! Foi-me contado ao almoço de domingo como reprodução de declarações de um padre na homilia dominical.

Saturday, April 04, 2009

War Requiem



É assim mesmo, uma caixa preta e branca! Julgo que a primeira gravação dirigida por Britten e interpretada por Galina Vishnevskaya, Peter Pears, Dietrich Fischer-Dieskau, The Bach Choir and the London Symphnony Orchestra Chorus, Highgate School Choir, Melos Ensemble e London Symphony Orchestra.
"Whatever shares / The eternal reciprocity of tears" " Let us sleep now..."

Requiem de Guerra

Fomos cair à Casa da Música sem nos lembrarmos que era o concerto do quarto aniversário da Casa. Portanto tudo o que é gente fina, capa de revista ou político em ascensão ou em retenção, lá estava... se era para ouvir o requiem ou se era para (----) não sabemos. Certo é que as tosses, os telemóveis, os tacões, ontem se fizeram ouvir como nunca anteriormente!
O Requiem de Guerra - ícone da minha meninice - recordo-o vinil, nos anos sessenta na casa dos meus pais - era do meu pai! Recordo a capa, julgo que era vermelha, cor de laranja, castanha? logo a procurarei. Beijamin Britten, nome familiar, aliado a este requiem, a Peter Grimes, a ópera ensaida por métodos inovadores junto de comunidades educativas, ou a Peter Pears, o tenor e o amante (não com sentido deperciativo, mas como amador - aquele que ama).
Ontem o Requiem voltou à minha convivência, depois de tantos anos. E voltou em pleno. Gostei especialmente dos coros - Huddersfield Choral Society e Coro infantil do Círculo Portuense de Ópera. Sublimes no uníssono e na atmosfera... e depois é muito bom o Porto ter uma orquestra que se dispõe a produzir este Requiem.
É muito bom ter uma boa orquestra.

Sunday, March 29, 2009

Science: what else?



Estas incursões que fiz pela Ciência através de Science: what else?, conferências com cientistas, teóricos e pensadores que a Universidade do Porto ofereceu aos habitantes fizeram-me lembrar este video de Charles e Ray Eames. Em três dias andei pelo espaço (out), pela genética e biologia sintética (in) e pela a utopia (all) em todas elas. E agora sim, sinto-me ter uma visão mais larga, um entendimento mais aberto, sinto-me ter este vídeo dos Eames nos olhos. Obrigada.

É assim a força da Primavera

“Em Outubro passado eu ia de automóvel para norte de Boston. O céu estava tão azul que cegava, e a estrada atravessava uma zona de floresta. As folhas dos bordos estavam vermelhas, não de um vermelho ferrugem, mas cor de fogo. O ar cheirava a árvores e a mar e era como se o mundo tivesse acabado de nascer. Cada lufada de ar era como um trago de whisky puro. Tive de parar o automóvel. Era como se o meu corpo cantasse. E a maneira de andar das americanas…Não sei estão a ver, mas é como se o vento as empurrasse pela popa.”
“Anno Domini”; George Steiner; Edição Gradiva; Pág 196

Ana Fernandes na Árvore

Íamos só tentar comprar um caderno mas fomos surpreendidos pela exposição de Ana Fernandes. A própria lá estava sentada quando entrámos e, depois de dedo e meio de conversa, lá rodámos a sala. De nome Memórias, pelas paredes reconhecemos o humanizar dos objectos e das lembranças. Tudo cheio de um humor sincero e quotidiano. Sinceridade é o que transborda. E humildade. A ver. A ver e sorrir.

Friday, March 27, 2009

Twitter

Por cá já se twitta. Agora vou ver o gato, que apareceu com um pata magoada. Não sei se não estará partida. Amanhã será dia de veterinário. Isto parece uma entrada do Twitter.

nota: fomos ver o Gran Torino, escreverei em breve.

Monday, March 23, 2009

des...

Ao ler o Expresso, caderno Actual, dei com este poema de Sophia. Como ela me interpreta com exactidão. Tão exacta que quase descarto o meu desacerto: sempre será possível a sintonia com alguém!


Escorraçadas do pecado e do sagrado
habitam agora a mais íntima humildade
do quotidiano. São
torneira que se estraga atraso de autocarro
sopa que transborda da panela
caneta que se perde aspirador que não aspira
táxi que não há recibo extraviado
empurrão cotevelada espera
burocrático desvario


Sem clamor sem olhar
sem cabelos eriçados de serpentes
com as meticulosas mãos do dia-a-dia
elas nos desfiam


Elas são a peculiar maravilha do mundo moderno
sem rosto e sem máscara
sem nome e sem sopro
são as hidras de mil cabeças da eficácia que se avaria


Já não perseguem sacrílegos e parricidas
preferem vítimas inocentes
que de forma nenhuma as provocaram
por elas o dia perde os seus longos planos lisos
seu sumo de fruta
sua fragrância de flor
seu marinho alvoroço
eo tempo é transformado
em tarefa e pressa
a contratempo.

(não sei se está bem transcrito porque é transcrição de transcrição)

Friday, March 20, 2009

a poesia está na rua


na exposição de Camélias no fim de semana passado. Recolhi-as em minha casa, em casa da minha mãe e dos amigos...

Achado de hoje

Wednesday, March 18, 2009

A poesia está na rua

QUARE DE VULVA

Quare de vulva, vai para sessenta anos,

eduxisti me?


Porque me tiraste de onde estava

rodeado de águas, sem cuidados,

riscando fósforos na imaginação

da mãe?


Para chegar a isto:

a morte inscrita na pele,

murmúrios aziagos de oração

enquanto alguém enxota a mosca

da cara do defunto?


Para quê?

Só para os rituais,

só para a interrupção

só para ausência inominada?


Só para a memória – não a própria,

a memória dos outros?

A. M. Pires do Amaral

Será este o poeta homenageado na edição deste ano da Poesia Está na Rua em Santo Tirso - Salão Nobre da Câmara Municipal, sexta-feira 20, às 21.30 horas.

Tuesday, March 17, 2009

desabafo

Porque é que somos pouco rigorosos? Porque é que não sabemos gerir? Porque é que preferimos enterrar a cabeça na areia em vez de encararmos de frente as situações? Buracos financeiros, desfalques, falências, aproveitamentos, insolvências...
Este mundo angustia-me e mais ainda ao pensar que esta falta de seriedade é endógena! Os portugueses são assim.

Sunday, March 15, 2009

Wednesday, March 11, 2009

As personagens do Porto



O gajo quem tem o sistema de som que eu sempre desejei ter.
O gajo que tem fome e portanto desenha um jesus gigante em troca de moedas. Haja fé.