Wednesday, September 19, 2007

A odisseia da Íliada

Após a profícua leitura de "Mancha Humana" de Philip Roth aventurei-me novamente na Íliada. Embebida na epopeia cheguei à pág. 124, quando deparei com uma, duas, dez, onze páginas não impressas que interromperam a minha deleitada leitura. Escrevi para as edições cotovia, porque tinha comprado a edição na feira do livro de 2006 e já não possuía qualquer prova de compra. Eficientes, responderam-me no dia seguinte, dizendo que deveria devolver o livro, com cobrança na recepção e ser-me-ia enviado um novo.
Assim fiz. Hoje fui ao correio e expliquei a situação. Pergunta-me a senhora: " A pagar em Lisboa, os portes só, ou os portes e o conteúdo?" "Desculpe, não percebo, disseram-me apenas que deveria ser pago pago lá." " Tem que pagar cá e depois é-lhe devolvido o dinheiro. Quanto vale o conteúdo?" "Sei lá", respondi e logo de seguida perguntei " O quê, o livro? Não vale nada, está estragado." e lá percebi: provavelmente perguntava-me se eu estava a mandar o livro para venda! Então respondi: " Só os portes!"
Quando as pessoas fazem sempre a mesma coisa, adquirem vícios de linguagem e de raciocínio, que são inintiligíveis para os comuns dos mortais, que só vão ao correio enviar encomendas a pagar no destinatário uma vez na vida!

2 comments:

Ninguém said...

... ideia rudimentar correspondente à simplicidade da acção a bloquear a cadeia de procedimentos que se preparava para a eficiência plena. Tipificações no lobo frontal e tendinites no polegar, e já está!

maria said...

Mas às vezes até funciona! Hoje recebi um mail das edições cotovia a dizerem que já tinham recebido o livro e que me vão enviar um novo!