Encapar livros. Um ritual que se repete, todos os anos, desde há doze anos. Há quarenta anos, iniciou-se e durante onze, permaneceu o ritual. Foi com papel encerado, colorido, de desenhos geométricos ou motivos livres. Mais tarde capas de revistas, papel de cópias dos desenhos do escritório do meu pai, plástico ou heliocópias, ainda a cheirar a amoníaco. Agora, nestes últimos doze anos, sempre o papel autocolante transparente. Neutro, eficaz, impessoal e uma tortura para quem se dedica à tarefa. Fui aperfeiçoando o método e agora já estou perita (hoje correu lindamente). Faço-o descontraidamente, livro a livro, uma média de dois ou três por dia, para não me enervar com a empreitada.
Mas, estou quase a deixar de o fazer. Mais um anito e estou safa! Ainda bem.
Restarão as recordações do papel encerado, do cheiro a amoníaco ou do desesperante e eficiente papel autocolante transparente.
Mas, estou quase a deixar de o fazer. Mais um anito e estou safa! Ainda bem.
Restarão as recordações do papel encerado, do cheiro a amoníaco ou do desesperante e eficiente papel autocolante transparente.
4 comments:
chorei.
É o outro lado do Outono. Bem o sabemos. Regressar a casa, preparar o material da escola, reestabelecer horários... e começamos a suspirar por uma chávena de chá quente, ao sábado de tarde, enquanto vemos chover lá fora. Para além disso,só aquela música que enche os buracos da nossa casa. Beijos.
Se tivesses conhecimento do sistema Colibrì não tinhas sofrido tanto. www.guedeseguedes.pt/colibri.
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